Novas descobertas dos cientistas revelaram que a erupção do vulcão Hunga Tonga, localizado em Tonga, equivalente a cinco bombas nucleares, foi desencadeada por uma explosão de rochas comprimidas por gás, e não pela interação entre magma e água do mar, como se acreditava anteriormente.
O vulcão Hunga Tonga, fotografado durante sua erupção em 14 e 15 de janeiro de 2022 – Foto: Mark Schoeberl/Divulgação/NDA informação foi divulgada por sismólogos da ANU (Universidade Nacional Australiana) e, conforme os especialistas, após dois anos da imensa erupção vulcânica subaquática de Hunga Tonga, pesquisadores identificaram seu principal gatilho: uma explosão provocada por rochas comprimidas sob o oceano.
Essa descoberta desafia as crenças anteriores de que erupções vulcânicas resultavam da interação entre magma quente e água do mar, representando um avanço significativo na pesquisa vulcânica.
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Analisando os registros sísmicos, a equipe obteve informações valiosas sobre o evento cataclísmico.
“Nossas descobertas confirmam que houve uma explosão, possivelmente devido a rochas comprimidas por gás, liberando uma energia equivalente a cinco das maiores explosões nucleares subterrâneas realizadas pela Coreia do Norte em 2017”, afirmou Jinyin Hu, coautor do estudo e estudante de doutorado na ANU.
O modelo proposto sugere que o evento resultou do aprisionamento de rochas sob um mar raso, semelhante a uma panela de pressão. “Isso seria surpreendente para muitos, pois se acreditava que a interação do magma quente com a água do mar fria causava essas erupções”, acrescentou Hu.
Impactos ambientais da erupção do vulcão Hunga Tonga
O satélite GOES-17 capturou imagens de uma nuvem guarda-chuva gerada pela erupção subaquática do vulcão Hunga Tonga em 15 de janeiro de 2022 – Foto: NASA/Divulgação/NDThanh-Son Pham, coautor do estudo, explicou que a explosão provocou uma enorme elevação de água para a atmosfera, causando tsunamis que alcançaram até 45 metros em ilhas próximas.
“Estimamos que havia água suficiente para encher cerca de um milhão de piscinas olímpicas”, disse Pham.
Outro coautor do estudo, o professor Hrvoje Tkalčić, observou: “Usando modelagem de forma de onda sísmica, identificamos uma força vertical significativa durante o evento, indicando que a terra se recuperou após a elevação da coluna d’água.”
Os pesquisadores mostraram como a sismologia ajudou a explicar uma sequência de eventos extraordinários na Groenlândia, incluindo deslizamentos de terra e tsunamis.
“Com o vulcão Hunga Tonga, temos um evento explosivo de curta duração observado globalmente, destacando a curiosidade acadêmica e a sismologia forense em ação”, disse Hu.
Estudo sobre erupção do vulcão Hunga Tonga
Os sismólogos da ANU acreditam que o monitoramento da liberação de gases e da micro-sismicidade em locais vulcânicos pode melhorar a preparação para eventos futuros.
“Esse é um dos maiores eventos da nossa vida. Felizmente, tivemos diversas maneiras de registrar o evento, desde dados de satélites até sensores sísmicos”, concluiu Hu.
Cientistas estão empenhados em melhorar a preparação para eventos, similares a erupção do vulcão Hunga Tonga, futuros – Foto: ANU/Divulgação/ND