Aos 21 anos, Klara Castanho, protagonista do filme recém-lançado “Confissões de uma Garota Excluída”, da Netflix, sabe bem como é viver a pressão da autoaceitação.
A atriz, que cresceu sob os holofotes da televisão, conta com naturalidade que lida há algum tempo com a ansiedade e que já precisou rever “processos internos e externos” para encarar o espelho com mais leveza e menos cobrança.
Klara Castanho interpreta a adolescente Tetê no filme “Confissões de uma Garota Excluída” – Foto: Divulgação/ND“Tive grandes questões de imagem que acabavam acarretando em uma exclusão involuntária”, diz ela, que no longa dá vida à Tetê, uma adolescente de 16 anos que não se sente aceita na escola, nem em casa. Quando seus pais, desempregados, precisam se mudar para a casa dos avós, ela têm de recomeçar em um novo colégio, se proteger do bullying e se integrar a sua nova vida social.
SeguirEm um bate-papo com o ND+, a atriz garantiu que aposta em trabalhos nos quais acredita e que se emociona em contar histórias relevantes e receber reconhecimento profissional por isso.
“Recebi convites irrecusáveis e embarquei em projetos e histórias nos quais eu realmente acredito. Nessa fórmula, o resultado é sempre bom. Ou sucesso, ou aprendizado. Choro um bocado toda vez que vejo o carinho de pessoas que me viram crescer. Não tem nada mais agradável do que ser entendida e acolhida por diferentes gerações, ainda mais falando diretamente com o público teen e tendo os pais ao “meu lado”.
Atriz revela que já teve problemas de autoaceitação e que lida há com a ansiedade – Foto: Divulgação/NDAntenada a questões ligadas à saúde mental, Klara enxerga na personagem que interpreta no filme, adaptação do best-seller Confissões de Uma Garota Excluída, Mal-amada e (Um Pouco) Dramática, da escritora Thalita Rebouças, uma possibilidade concreta de falar com o público adolescente sobre questões que envolvem a imposição de encaixe nos padrões, bem como a importância de buscar ajuda profissional quando necessário.
“Eu lido com a ansiedade há algum tempo e o que mais me ajudou foi ajuda profissional. Eu sei que existe um estigma de que buscar ajuda profissional é apenas para “loucos”, o que não poderia ser mais retrógrado. Existem muitos profissionais capacitados que tornarão esse processo de diagnóstico mais fácil. Não dói, eu prometo!”, destacou ela, ressaltando que aprendeu a dar a devida importância ao que consome na internet.
Filme é baseado na obra de Thalita Rebouças – Foto: Reprodução Netflix“Hoje em dia eu encaro as redes sociais como uma vitrine de trabalho, onde eu consigo me comunicar e passar todo tipo de mensagem que talvez não fosse possível sem elas. É um processo diário pra que não se torne um ambiente tóxico, nem pra mim, nem pra quem me segue. É um cuidado constante”, finalizou.