Emilly fez seu primeiro trabalho como atriz no curta “Baile” – Anderson Coelho/NDAos 10 anos, Emilly de Jesus estreou como atriz mirim no curta “Baile”, uma produção da Novelo Filmes com a direção de Cintia Domit Bittar. Apesar da pouca experiência, a menina quer seguir na profissão e vem fazendo testes para outros filmes.
Emilly mora no Rio Tavares com os pais Janete de Fátima Freitas Vicente e Clebison Pereira de Jesus. No mesmo terreno onde fica a casa da família, moram também sua avó e a tia Susana.
Natural do Rio Grande do Sul, Janete trabalha como técnica de enfermagem enquanto seu marido, o joaquinense Clebison, é motorista de ônibus.
SeguirA casa de dois andares do casal é tomada por fotos de Emilly em todas as paredes. Além de fotografias de bebê, é possível ver dois banners com imagens de um ensaio feito pela menina ao completar 10 anos.
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O quarto de Emilly fica no primeiro piso. No espaço rosa, o que chama a atenção são os desenhos feitos pela menina em folhas de caderno pautado. No centro, em destaque, está o nome do pai desenhado em letras garrafais e pintado em amarelo e azul.
Os pais da menina contam que inscreveram a filha em uma agência de modelos e que pretendem colocar a menina em cursos de atuação. O que impede é o horário das aulas no período vespertino, momento em que Janete e Clebison trabalham.
As atividades favoritas de Emilly são dublar músicas em um aplicativo e assistir aos vídeos dos irmãos Felipe e Lucas Neto em seu celular.
A inscrição para atuar no curta foi feita com ajuda de sua tia Susana Aparecida de Jesus. O vídeo de 30 segundos foi gravado na varanda da casa de Susana, que orientou a menina a listar seus hobbies e contar um pouco de sua rotina.
A espera pelo resultado deixou Emilly angustiada. A resposta positiva veio no mesmo dia, indicando, porém, que a menina teria ainda de passar por duas etapas de seleção até que viesse a confirmação de sua escolha para o papel.
No curta, Emilly interpretou Andréa, uma menina moradora da Capital que vivia com a mãe e a bisavó que sofria de Alzheimer. Durante uma viagem escolar a pontos turísticos da cidade, ela passa por um processo de amadurecimento.
No quarto de paredes rosas, Emilly costuma assistir aos vídeos dos irmãos Neto – Anderson Coelho/ND“Há dias que nos amadurecem mais e esse é um deles na vida de Andréa, mesmo que ela ainda seja muito nova para perceber”, explica a diretora do curta Cintia Domit Bittar.
Durante os três dias de filmagem, Emilly foi ao set acompanhada da mãe. Impressionada com a habilidade da filha em cena, Janete lembrou os ensaios feitos em casa.
“A gente ajudava ela a decorar o texto. Quando não fazíamos direito, ela brigava dizendo para fazer certo as vozes das outras personagens”, conta.
Os sete meses entre a escolha e gravação do curta foram agitados para a família. Emilly fez aulas de teatro e recebeu apoio da equipe de produção do curta. “Eles paravam quando ela ficava cansada, respeitando o tempo dela”, comenta Janete.
Mesmo orgulhosa de seu trabalho, Emilly ainda não assistiu ao curta “Baile”. Acostumada a ver seu ídolos na pequena tela de seu celular, a menina deseja se ver apenas na exibição oficial da produção, ainda sem data marcada. “Quero ver em tela grande”, relata.
Emilly em cena no curta “Baile”, dirigido por Cintia Domit Bittar – Kamila Novaes/Novelo Filmes/Divulgação/NDCurta “Baile” é selecionado para Festival Internacional
O curta “Baile”, protagonizado por Emilly de Jesus, foi uma das três produções catarinenses escolhidas para o 30º Curta Festival Kinoforum – Festival Internacional de Curtas de São Paulo.
O Festival exibirá 400 curtas nacionais e internacionais entre os dias 22 de agosto e 1º de setembro. Além de “Baile”, “Licença Poética” e “Vazios Habitados” também integram a programação de filmes.