Em uma das datas mais românticas do calendário, o Dia dos Namorados, fui convidado para fazer uma pauta inusitada e diferente das que costumo escrever para o Grupo ND. A ideia proposta foi: compartilhar a minha experiência, como solteiro, ao curtir a data em uma sessão de cinema num drive-in, aqui de Florianópolis.
O drive-in conta com três telões para que seja visto de qualquer local do estacionamento – Foto: Marcos Jordão/NDConfesso que, fazer um “rolê de casal”, não era o que eu esperava para o dia 12 de junho. Ainda mais para assistir uma comédia romântica, alguns meses após um término de namoro. O filme em questão é um dos sucessos da década de 90, “Um lugar chamado de Notting Hill”, interpretado por Julia Roberts e Hugh Grant. Você já assistiu?
Porta azul virou ponto turístico em Notting Hill, bairro de Londres – Foto: Reprodução/NDEu nunca tinha assistindo, ou não lembro. Isso porque na época do lançamento, em 1999, estava com apenas um ano de idade e o gênero nunca foi dos meus preferidos. Porém, caso você não lembre, vou citar dois pontos que vão fazer você lembrar. Primeiro, a música “She” de Elvis Costello. A segunda, é a famosa porta azul, que virou atração turística.
SeguirVoltando ao meu relato, saí por volta das 17h de São José, onde moro com a Mel, calma, eu disse que estou solteiro e estou mesmo. Mel é como chamo, carinhosamente o meu Fiat/Mille. E cheguei por volta das 18h no Stage Music Park, que fica em Jurerê, na região Norte da Ilha de SC. A cidade estava bem movimentada por conta da data e o fim da tarde que também estava incrível – tanto que fiz um registro.
Florianópolis em mais um fim de tarde – Foto: Marcos Jordão/NDPensei que tinha chegado cedo, pois a sessão começava às 19h, só que mesmo com uma hora antes do início do filme já havia alguns carros esperando a abertura dos portões. Após a entrada, não demorou muito para as vagas ficarem ocupadas.
O drive-in
Assim que estacionei a Mel, inclinei um pouco o banco e baixei o vidro para tentar escutar a propaganda. No entanto, foi quando vi no telão a informação de que é necessário sintonizar um canal FM para acompanhar o filme.
Para você que sempre reclama do volume alto do cinema, seus problemas acabaram. Dessa forma, cada um pode colocar no volume que acha confortável para as próximas duas horas de filme. Aliás, não esqueça de ligar o carro às vezes para não ficar sem bateria.
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Ah! e como os carros ficam distantes um do outro, não há problema de ouvir conversas durante a sessão. Você lembra que nos filmes era possível pedir lanche dentro do carro?
Então, no drive-in do século XXI é a mesma coisa. Só que ao invés de aparecer alguém em um patins e te levar o cardápio, você baixa um aplicativo, cadastra um cartão de crédito e escolhe a comida e bebida que preferir. E para fazer a entrega a localização se dá por uma placa colocada no capô do carro.
Estacionado na vaga 14, recebi as coxinhas que havia comprado pelo app e assisti a história da famosa atriz Ana Scott e do bibliotecário William Thacker.
Após conferir o filme, uma dica que posso dar, sei que a data já passou, mas se você quiser surpreender na relação, e não fazer igual o Thacker que levou a linda Ana para um dating em um restaurante, leve a pessoa amada para curtir um drive-in e viver essa experiência.
E assim como eu, outros solteiros, também podem aproveitar e curtir uma programação “nova” em tempos de pandemia. As opções de filmes são variadas, dá pra rir ou chorar com filmes clássicos e vivenciar como era este evento.