“Doutor Estranho” expande o universo de super-heróis no cinema

Filme tem sessões de pré-estreia nos primeiros minutos de quarta-feira na Capital e região

Foto de Gustavo Bruning

Gustavo Bruning Florianópolis

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Benedict Cumberbatch vive o herói na tela . Entre seus poderes está o de manipular o tempo - Divulgação/ND
Benedict Cumberbatch vive o herói na tela . Entre seus poderes está o de manipular o tempo – Divulgação/ND

Deixando de lado as batalhas entre times de super-heróis e as grandiosas sequências de perseguição pelo espaço, o novo filme da Marvel Studios entra em um território inédito. “Doutor Estranho”, estrelado por Benedict Cumberbatch, coloca em evidência mais um personagem pouco conhecido do estúdio com a missão de popularizá-lo. O longa-metragem, que entra em cartaz oficialmente nesta quinta-feira, tem sessões de pré-estreia nos primeiros minutos de quarta-feira em quatro cinemas da Grande Florianópolis (Cinemark, Cinépolis, Cinespaço e Cinesystem).

O que remete visualmente às cenas impactantes de “A Origem” também é o principal diferencial de “Doutor Estranho” em relação aos demais filmes do estúdio. As principais obras utilizadas como referência do longa, entretanto, são o clássico de animação da Disney “Fantasia” e a ficção científica “Matrix”.

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Após sofrer um acidente de carro e perder o controle das mãos, o exímio e arrogante neurocirurgião Stephen Strange viaja pelo mundo à procura de alguém que possa curá-lo. Ele deixa o ceticismo de lado quando conhece a Anciã, no Nepal, e descobre que a dimensão em que vive é apenas uma de muitas existentes. Com a devida orientação, passa a aperfeiçoar as habilidades para manipular o tempo e o mundo ao seu redor e, eventualmente, se tornar o Mago Supremo.

A espiritualidade de Doutor Estranho, inclusive, foi o que motivou Cumberbatch a interpretá-lo. Além do ator inglês, Chiwetel Ejiofor, Rachel McAdams e Tilda Swinton integram o elenco. Na direção está Scott Derrickson, responsável pelo horripilante “A Entidade”. Fã assumido do personagem, o diretor também assina o roteiro ao lado de Jon Spaihts e C. Robert Cargill.

A ponta do iceberg

Ao contrário de seus colegas da Marvel Doutor Estranho não é um super-herói caricato. Criado em 1963 por Steve Ditko e Stan Lee, o personagem introduz o misticismo e o conceito de realidades paralelas para o Universo Cinemátográfico da Marvel. A magia, apesar de ter sido superficialmente explorada em filmes como “Thor: O Mundo Sombrio”, desta vez é um elemento crucial da trama. Além de ter a função de expandir o universo para os filmes subsequentes do estúdio, ela se une ao 3D com o objetivo de servir à história e tornar a experiência ainda mais imersiva.

Desde 2008 a Marvel Studios vem traçando um longo plano para unir seus personagens e fazê-los interagir nos filmes alheios – seja com pontas ou compartilhando os papéis principais. Assim como o Hulk desempenhará um papel importante em “Thor: Ragnarok”, previsto para 2017, Doutor Estranho já tem lugar garantido em “Vingadores: Guerra Infinita”, de 2018. Como se não bastasse, de acordo com o diretor, a possibilidade de uma sequência já é sondada. “Eu amo as possibilidades visuais e conheço os quadrinhos muito bem. [O primeiro filme] é a ponta de um iceberg. Há muito progresso que pode ser feito”, disse Derrickson ao site ScreenRant.

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