Florianópolis sedia festival de cinema gratuito em fevereiro; confira datas e programação

Festival irá abranger o melhor do cinema produzido por mulheres, dando espaço à pluralidade das artes

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Redação ND Florianópolis

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Um evento inédito, recheado de atrações cinematográficas, promete gerar entretenimento, cultura e unir as famílias no Ribeirão da Ilha, no Sul da Ilha de Santa Catarina: o 1º Festival Lanterna Mágica de Cinema Catarinense – Mulheres da Ilha.

Longas e curtas metragens serão reproduzidos no festival – Foto: Daniel Choma/Divulgação/NDLongas e curtas metragens serão reproduzidos no festival – Foto: Daniel Choma/Divulgação/ND

O local já é conhecido pela sua gastronomia e arquitetura açoriana, e agora passará a receber periodicamente eventos ligados ao cinema. O festival será realizado em dois finais de semana, com atividades gratuitas nos dias 12, 13, 19 e 20 de fevereiro.

Nesta primeira edição, moradores e turistas de Florianópolis poderão conferir o melhor do cinema catarinense, com exibições de produções audiovisuais realizadas por mulheres, seguidas por rodas de conversas depois de cada sessão.

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O festival ainda vai promover um encontro de vários tipos de arte, como música, intervenções, exposição de artesãs do bairro e fotografia. Todas as atividades ocorrerão na Velha Guarda Choperia Artesanal, na Freguesia do Ribeirão, com opções de comida e bebida no local. Os ingressos são gratuitos, e devem ser retirados pelo Sympla.

Programação

O evento cumprirá todos os protocolos de segurança e comprovantes de vacinação contra Covid-19, e seguirá a seguinte agenda:

12 de fevereiro

  • 20h – Exibição e roda de conversa: documentário “Memórias e Harmonias da Banda da Lapa”, com direção de Tati Costa e Daniel Choma (Câmara Clara). Classificação: Livre;
  • 21h30 – Pocket Show da Banda da Lapa. Classificação: Livre.

13 de fevereiro

  • 20h – Exibição e roda de conversa: Curta “Estilhaços”, com direção de Julie de Oliveira. Classificação: 16 anos;
  • 20h20 – Pré-exibição e roda de conversa: Curta “Nos habíamos amado tanto y detestado sin pudor”, com direção de Solana Llanes. Classificação: 12 anos;
  • 20h às 22h – Fotografia lambe-lambe com Bárbara Nunes. Classificação: Livre.

19 de fevereiro

  • 20h – Exibição e roda de conversa: documentário “Mulheres da Terra”, com direção de Marcia Paraiso (Plural Filmes). Classificação: Livre;
  • 21h – Roda de Choro. Classificação: Livre

20 de fevereiro

  • 20h – Exibição e roda de conversa : Curta “Baile”, com direção de Cíntia Domit Bittar (Novelo Filmes). Classificação: Livre;
  • 21h – Esquete Contas do Mar. Classificação: Livre;
  • 20h às 22h – Exposição com artesãs do Ribeirão da Ilha. Classificação: Livre.

“Nosso objetivo é conectar o bairro, um dos mais tradicionais e queridos da Ilha, à produção audiovisual catarinense de mulheres. É um projeto que visa ainda contribuir para a formação de plateia”, explica a historiadora e produtora audiovisual, Fernanda Ozório, da Volo Filmes & Fotografia, idealizadora do projeto e integrante do Coletivo Lanterna Mágica.

1º Festival Lanterna Mágica de Cinema Catarinense

O festival foi idealizado pelo Coletivo Lanterna Mágica e selecionado pelo Edital Aldir Blanc 2021 para ser executado com recursos do Governo Federal. Ele também foi escolhido pela Lei Aldir Blanc de Emergência Cultural, por meio da Fundação Catarinense da Cultura, a receber fundos para seu desenvolvimento.

Entre os destaques da programação está a exibição do documentário “Memórias e Harmonias da Banda da Lapa”, que homenageia a Sociedade Musical e Recreativa Lapa. Com 125 anos de história, nascida no próprio Ribeirão da Ilha, será o primeiro filme exibido no Festival.

Continuidade aos festivais culturais

Por meio dos recursos obtidos pelo Prêmio Catarinense de Cinema, o Lanterna Mágica irá inaugurar também em 2022 um Cineclube no Ribeirão, que vai promover a exibição de outros filmes e ações culturais no bairro. A intenção dos profissionais envolvidos nas ações é fomentar a pluralidade das artes.

“Ações como essa, que destacam e valorizam as mulheres no setor audiovisual, por mais singelas que possam parecer, têm um poder de transformação e resistência enorme. Por meio da arte, podemos tocar em assuntos urgentes para a comunidade”, diz a curadora Emanuele Weber Mattiello.