Uma das franquias mais famosas do terror está de volta e, se tudo der certo, para ficar. O quinto filme da série cinematográfica Pânico chega aos cinemas brasileiros no dia 13 de janeiro, próxima quinta-feira.
A obra criada pelo brilhante cineasta Wes Craven tem a proeza e ousadia de brincar com o próprio gênero. Além de mostrar as clássicas cenas de perseguição e morte, todos os quatro longas e a série de 2015 utilizam metalinguagem.
Pânico retorna as telonas após ficar longe dos holofotes por mais de 10 anos – Foto: ParamountA primeira produção de 1996 custou apenas U$ 14 milhões e faturou mais de U$ 170 milhões no mundo inteiro. Até 2018 era o filme do estilo slasher (aqueles em que um assassino faz inúmeras vítimas) com a maior bilheteria, sendo superado apenas em 2018 por Halloween.
SeguirWas Craven faleceu em 2015, mas seu legado permanece vivo. Agora Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett assinam a direção da quinta sequência. A dupla dirigiu em conjunto o excelente Casamento Sangrento (2019). A promessa é de novas continuações no futuro.
Pânico (1996)
Direção: Wes Craven / Roteiro: Kevin Williamson
Imagem de divulgação de Pânico (1996) – Foto: Divulgação/Paramount PicturesNo longa que deu o pontapé inicial na franquia, um grupo de jovens enfrenta um assassino mascarado, nosso amado Ghostface, que testa as vítimas com conhecimentos sobre filmes de terror. Quem erra as perguntas perde a vida.
O filme consegue manter a tensão no alto durante seus 111 minutos de duração. Mesmo com as limitações técnicas da época, a produção se mantém atual.
Um dos maiores feitos de Pânico são seus personagens, cheios de personalidade e carisma. Ao mesmo tempo que se encaixam em arquétipos já estabelecidos, também subvertem conceitos.
Aqui conhecemos o trio que permanece intacto nos quatro filmes já lançados: Sidney Prescott (Neve Campbell), Gale Weathers (Courteney Cox) e Dewey Riley (David Arquette).
Pânico 2 (1997)
Direção: Wes Craven / Roteiro: Kevin Williamson
Imagem de divulgação de Pânico 2 (1997) – Foto: Divulgação/Paramount PicturesLançado apenas um ano depois, a continuação deve pouco ao original. Dessa vez, na faculdade, Sidney volta a sofrer com assassinatos ao seu redor. Seus colegas universitários são as novas vítimas.
Aqui temos a introdução do Apunhalada, filme fictício baseado nos eventos de Pânico, o que traz uma imersão ainda maior na metalinguagem.
O segundo longa de qualquer franquia traz consigo inúmeras expectativas e, por consequência, pode decepcionar com facilidade. Felizmente, Pânico 2 tem resultado extremamente positivo.
Pânico 3 (2000)
Direção: Wes Craven / Roteiro: Ehren Kruger
Imagem de divulgação de Pânico 3 (2000) – Foto: Divulgação/Paramount PicturesA metalinguagem tem seu auge no terceiro longa da franquia. Dessa vez, a história gira em torno dos bastidores da continuação do filme fictício Apunhalada.
É de longe o menos interessante – a ideia é boa, mas a execução nem tanto. Curiosamente, o pior dos quatro é o único a não ser roteirizado por Kevin Williamson.
Sem Kevin, o roteiro ficou frio, com revelações fracas e mortes não tão memoráveis. O assassino, mais uma vez, é alguém ligado à nossa final girl favorita: Sidney Prescott.
Pânico 4 (2011)
Direção: Wes Craven / Roteiro: Ehren Kruger
Imagem de divulgação de Pânico 4 (2011) – Foto: Divulgação/Paramount PicturesO quarto e, mais recente filme de franquia, é o mais parecido com o primeiro longa. É possível ver o paralelo entre as personalidades dos personagens de 1996 e de 2011.
A história mostra o retorno de Sidney à cidade onde tudo começou para lançar seu novo livro. Ao mesmo tempo, novos assassinados voltam a aterrorizar Woodsboro. Ela e seus amigos passam a correr grande perigo.
Toda a trama mostra como Pânico envelheceu bem, nada soa ultrapassado, apesar de vários clichês estarem ali. Consegue ser atual e homenagear a si mesmo.
Pânico: A Série de TV (2015)
Showrunner: Jill Blotevogel
Máscara usada na série de TV não é a mesma dos filmes de Pânico – Foto: Divulgação/MTVO tempo para respirar e absorver os acontecimentos é necessário em uma série de TV, mas a adaptação feita pela MTV ficou apenas no superficial. Nem a máscara clássica do Ghostface estava presente.
Para criar os momentos de tensão, o texto até é eficaz, mas os diálogos são dignos de provocar vergonha alheia. Outro grande problema é o elenco, são todos jovens providos de beleza, mas deficitários de talento.