‘Avó’ tenta vacinar boneca reborn em SC e se exalta após negativa em UBS: ‘Só abrir a agulha’

Caso foi registrado em janeiro de 2025 em Itajaí, no Litoral Norte, quando mulher levou bebê reborn da filha de 4 anos ao posto de saúde

Foto de Beatriz Nunes

Beatriz Nunes Itajaí

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Foto mostra bebê reborn com laço na cabeçaMulher chegou acompanhada da filha de 4 anos e com uma boneca reborn – Foto: Divulgação/Freepik/ND

A febre dos bebês reborn também chegou a Itajaí, no Litoral Norte catarinense. A Secretaria Municipal de Saúde de Itajaí informou que registrou, no dia 16 de janeiro de 2025, uma solicitação de atendimento a um boneco em uma Unidade Básica de Saúde.

O fato inusitado ocorreu na UBS Parque do Agricultor, que atende as comunidades da Baia, KM12, Paciência e Arraial dos Cunha. Segundo o relato, uma mulher pediu que a equipe fizesse uma simulação de vacina na boneca de sua filha.

A mulher não reside nos bairros de abrangência do posto de saúde. A filha, de 4 anos, segundo a mãe, havia pedido que a boneca reborn recebesse a vacina.

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‘Vacina’ em bebê reborn seria postada na internet

Inicialmente, a profissional que fez o atendimento solicitou a carteira de vacinação imaginando que a intenção seria de vacinar a criança de 4 anos. A mulher negou e pediu a simulação com a boneca, para que ela filmasse e postasse nas redes sociais.

O corpo técnico da UBS explicou à mulher sobre a inviabilidade do procedimento, uma vez que precisariam ser desperdiçados equipamentos adquiridos com dinheiro público e que são utilizados para aplicação de imunizantes exclusivamente em seres humanos.

Mulher se exaltou com negativa dos profissionais

Conforme a gerência da UBS Parque do Agricultor, a mulher teria retrucado afirmando: “que que tem? É só abrir uma seringa, só abrir uma agulha e fingir que deu”. Todos os profissionais se recusaram a fazer o simulado. Diante da negativa, a mãe deixou a UBS exaltada.

Segundo a Prefeitura de Itajaí, a gestão do posto de saúde emitiu, na época, um comunicado aos demais gestores para que se atentassem à possibilidade de a mulher procurar o atendimento à bebê reborn em outras unidades.