Os avós são conhecidos por serem uma grande rede de apoio, oferecendo amor e cuidados. No entanto, uma pesquisa revelou que algumas de suas práticas podem estar colocando a saúde dos netos em risco. Entenda como isso é possível
Hábito comum entre os avós pode colocar a saúde dos netos em risco – Foto: Freepik/NDAvós podem colocar a saúde dos netos em risco
O estudo realizado pelas universidades de Glasgow e Alicante mostrou que crianças cuidadas regularmente pelos avós apresentam um maior risco de obesidade. Foi identificado que essas crianças têm 10% mais probabilidade de desenvolver excesso de peso ou obesidade em comparação com aquelas que não são cuidadas diretamente por eles.
Segundo os pesquisadores, os avós tendem a achar que grandes quantidades de comida são o que proporciona uma alimentação saudável, o que faz a criança comer muito mais do que a quantidade recomendada.
SeguirA pesquisa também mostrou que a vontade dos avós de agradar os netos faz com que as crianças consumam mais alimentos pouco saudáveis e ricos em açúcar, os quais são prejudiciais à saúde.
O hábito de dar muita comida à criança pode colocar a saúde dos netos em risco – Foto: Freepik/NDEssa alimentação pobre em nutrientes, combinada com o sedentarismo e a tendência das crianças ficarem no celular em vez de brincar, contribui para o aumento do ganho de peso, o que pode colocar a saúde dos netos em risco.
Os especialistas afirmam que o estudo não visa culpar os avós, mas promover uma abordagem equilibrada na parentalidade compartilhada e destacar a importância do cuidado consciente.
Recomendações Nutricionais
Confira as recomendações para não colocar a saúde dos netos em risco – Foto: Freepik/NDConfira as recomendações do Ministério da Saúde para uma alimentação saudável para crianças de 2 a 10 anos de idade de acordo com o protocolo de Uso do Guia Alimentar para a População Brasileira:
- Estimule o consumo diário de feijão ou outros legumes, preferencialmente no almoço e no jantar da criança e da família;
- Evite o consumo de bebidas adoçadas ultraprocessadas, tais como refrigerantes, sucos de caixinha, sucos em pó, refrescos, bebidas lácteas, achocolatados;
- Evite o consumo de alimentos ultraprocessados como hambúrguer pronto e/ou embutidos (linguiças, salsicha, presunto, mortadela, salames), macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote ou biscoitos/bolachas salgados ou recheados, doces ou guloseimas;
- Estimule o consumo diário de legumes e verduras no almoço e no jantar da criança e da família;
- Estimule o consumo diário de frutas pela criança e pela família;
- Se puder, escolha realizar as refeições em um ambiente tranquilo, silencioso, sem distrações como telas (TV, celular, videogame, tablet, entre outros), evitando pular ou substituir as refeições;
- Sempre que possível estimule que a criança faça as refeições com a companhia da família ou de amigos;
- A organização e o planejamento das refeições e pequenas refeições, bem como o consumo de alimentos mais saudáveis, devem ser partilhados entre todos os familiares quando dentro ou fora de casa;
- Ensine a criança a lavar as mãos antes das refeições e a escovar os dentes depois de comer;
- Inclua carnes e vísceras como fígado em uma refeição ao longo da semana. Esses alimentos são fontes de ferro e vitamina A, nutrientes essenciais para prevenção de anemia;
- A publicidade de alimentos ultraprocessados domina os anúncios comerciais de alimentos, veiculando frequentemente informações incorretas ou incompletas sobre alimentação com intuito de vender o produto e não promover a saúde. As crianças são o alvo preferencial da indústria de alimentos já que são facilmente persuadidas, convencem os familiares e fidelizam os consumidores;
- Os locais próximos às escolas costumam oferecer uma ampla variedade de alimentos ultraprocessados, atrativos para as crianças. Oriente a criança a ter o hábito de ter na mochila opções saudáveis de lanches para a hora da fome.
*Importante: este conteúdo não substitui avaliações profissionais com médicos ou outros especialistas nas áreas de saúde e bem-estar.