O que significa quando esquecemos o que íamos fazer, segundo neurologista

Segundo Saul Martínez-Horta, especialista em neuropsicologia, quando esquecemos algo trata-se de uma falha na memória prospectiva

Foto de Bruno Benetti

Bruno Benetti Florianópolis

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Quantas vezes, seja em casa ou no trabalho, já esquecemos de um segundo para o outro o que estávamos prestes a fazer. Para a tranquilidade de muitos, isso não é um problema sério de memória, mas um problema de atenção ou estresse.

Segundo Saul Martínez-Horta, especialista em neuropsicologia e diretor da Unidade de Neuropsicopatologia do Centro de Diagnóstico e Intervenção Neurocognitiva de Barcelona, esse fenômeno de quando esquecemos é uma falha conhecida como memória prospectiva.

É ela que nos permite lembrar de intenções e objetivos futuros, como quando pretendemos ir à cozinha para procurar algo específico, mas de repente esquecemos o que íamos fazer.

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na foto aparece um dos homens que fica pensativo e mostra quando esquecemos algo que deveríamos fazerUm dos homens que fica pensativo quando esquecemos algo que iríamos fazer – Foto: Pixabay

E quando esquecemos o que iríamos fazer?

O médico explica em seu livro “Where are the keys?” que a memória perspectiva está ligada à capacidade de atenção. A saturação cognitiva, as distrações e o estresse são fatores-chave para esses esquecimentos.

Quando realizamos uma tarefa e algo interrompe nossa concentração, o cérebro pode esquecer o que havíamos planejado fazer. A carga cognitiva aumenta quando nos sentimos sobrecarregados e isso pode levar a uma desconexão temporária das intenções anteriores.

Nesses momentos, a atenção é sobrecarregada e o cérebro não consegue manter o foco necessário para lembrar o que planejamos fazer inicialmente.

um dos homens que faz pose quando esquecemos o que iriamos fazer na sequênciaUma das pessoas que entra em dúvida quando esquecemos algumas coisas – Foto: Pixabay/ND

Embora esse esquecimento momentâneo possa ser frustrante, Martínez-Horta indica que geralmente não é um sinal de um problema neurológico grave.

Na maioria dos casos, trata-se de uma interrupção no processo de atenção e gerenciamento da memória prospectiva. No fim das contas, essa perda temporária de memória é um fenômeno natural que reflete a complexidade do funcionamento cognitivo humano.

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