Desde criança, Mário Petrelli Filho ama o atletismo. Correr, para ele, começou nas pistas da escola. “Eu me identificava com a própria vontade de correr, correr me fez muito bem, me ajudava a organizar as ideias.”
Ele conta que teve o privilégio de contar com o suporte de professores e, mais adiante, de treinadores, para que pudesse entregar tudo de si nas pistas e colecionar medalhas.
Quando jovem, descobriu uma paixão pelo ski downhill. Assim, começou a organizar a sua vida em sentido disso e a trabalhar como instrutor, na Suíça. A carreira como atleta o direcionou para escolas e sua formação começou a ser voltada para o esporte.
Vanessa da Rocha entrevista Mário Petrelli Filho no 5º episódio do Vá Para Corrida – Foto: Divulgação/NDMas às vezes a vida te leva a explorar outros lados, e ele passou a ter uma rotina de escritório.
A falta do esporte lhe cortou o coração, talvez até fisicamente. Ele conta que neste período de vida se tornou sedentário, e até os 29 anos já conhecia o hospital cardiológico.
Segurando o baque dos problemas cardiológicos, vieram mais outras pancadas: a descoberta do câncer, distribuído em três locais.
Para Mário, a necessidade de mudança era uma questão de vida ou morte, não apenas dos seus sentimentos e realização pessoal, mas profundamente enraizada no seu corpo.
Dedicar o tempo àquilo que ama
“Eu acho que o maior patrimônio que uma pessoa tem na vida é o tempo”, diz Mário. Para ele, a guinada que ele deu em tudo o que fazia para se curar o fez perceber que o bem mais precioso é o tempo de vida que temos.
No podcast, ele conta como equilibrou os negócios e sua formação profissional e este prazer em se realizar por meio do esporte, que o ajudou a preservar sua vida. Na perspectiva do entrevistado, não é apenas a saúde de um corpo que corre, mas as peculiaridades do esporte escolhido.
Mário Petrelli Filho fala sobre sua relação com o esporte – Foto: Divulgação/NDMário conta que vê o atletismo como um dos esportes que possibilitam o sentimento de conquista – para ele, um sentimento como o de vencer câncer. “A alegria de correr é como outras conquistas”, nas palavras dele.
O atletismo e corridas abrem oportunidades para conhecer novas pessoas, dando respiro ao seu círculo social, e se possível, a conhecer novos lugares através das competições.
Atualmente, Mário tem marcado presença em provas de triathlon, como o Ironman.
Tem que ter fome!
O empresário e atleta dá uma nova perspectiva sobre a vida, porque é preciso ter garra. Na visão dele o que é mais necessário é dedicar-se, ter a entrega de si em tudo o que fizer. E ele declara sua paixão: “eu tenho fome de viver!”
Para ele, há características fundamentais para a vida que estão ligadas à prática da corrida.
É necessário ter resiliência e humildade. A resiliência para passar pelos desafios e sair deles tendo cumprido a carreira, e a humildade para lembrar que não estamos sozinhos, pois ninguém é uma ilha isolada.
Petrelli acredita que a delícia da vida é poder passar por ela vivendo cada momento – por mais que, às vezes, haja situações das quais tentamos nos desvencilhar, tem aquelas que não podemos ou não devemos, sendo necessário enfrentá-las.
Como mensagem final, ele afirma: “descubra quem você é. Ame a quem você acaba de descobrir. Cuide desse alguém.”
A entrevista completa está no agregador do podcast, conheça um pouco mais dessa história e reflexões sobre o atletismo e a vida no Vá para Corrida.