A liderança da mulher na religião: um debate que ganha cada vez mais destaque

Para a historiadora Juliana Cavalcanti, coordenadora do Laboratório de História das Experiências Religiosas na UFRJ, é preciso de certa forma recontar uma outra história do cristianismo.

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Redação ND Florianópolis

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Um dos principais debates hoje dentro das religiões cristãs é quanto ao ordenamento feminino. Mulheres católicas e evangélicas têm batalhado para serem reconhecidas como pastoras e diaconisas. Para elas, as mulheres sempre estiveram à frente das igrejas, mas a sua liderança não tem sido devidamente reconhecida. Assim este é um debate que cada vez ganha mais força e que merece uma atenção especial.

A liderança da mulher na religião é um debate que ganha força – Foto: Editora KlinéA liderança da mulher na religião é um debate que ganha força – Foto: Editora Kliné

Entre os principais nomes acionados nesse debate como legitimador do afastamento das mulheres da estrutura eclesiástica das igrejas tem sido o do apóstolo Paulo, o que levou a muitos a dizerem que Paulo seria um machista.

Uma das referências em História da Religião, a historiadora Juliana Cavalcanti, coordenadora do Laboratório de História das Experiências Religiosas na UFRJ, entende que é preciso de certa forma recontar uma outra história do cristianismo.

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– É necessário recorrer a um diálogo entre História e Arqueologia para que se possa recontar uma outra história do cristianismo, uma em que as mulheres estão ativamente nela – explica Juliana.

Frente a essas questões, Juliana Cavlcanti, em seu recente livro “Mulheres nos cristianismos paulinos”, demonstra que mulheres atuaram como diaconisas, apóstolas, benfeitoras e importantes anunciadoras das ideias de Jesus. Assim os textos paulinos podem ser utilizados para se perceber essa proeminência das mulheres.

O livro foi lançado pela editora Kliné (www.klineeditora.com) e pode ser adquirido do site da própria editora ou pela Amazon.

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