Florianópolis tem 349 anos. O professor Nereu do Vale Pereira, 93, e a Adelit (Academia Desterrense de Literatura), quatro. Para celebrar mais um aniversário da Capital, e também da Adelit, a academia conferiu a outorga de membro emérito ao seu membro-fundador, o professor Nereu.
O professor Nereu do Vale Pereira, agora é membro emérito da Adelit – Foto: Divulgação/NDManezinho, avaiano, historiador, economista, sociólogo e escritor, Nereu do Vale Pereira dedicou mais de 40 anos da vida a repassar conhecimento como professor e marcando a vida de muitos dos seus alunos e conterrâneos.
Logo após receber a outorga das mãos do acadêmico Artêmio Zanon, o professor Nereu deu uma aula sobre a história de Florianópolis, desde a chegada dos primeiros europeus, os espanhóis, em 1515, aos posteriores conflitos entre eles e os portugueses na disputa por terras no Sul do Brasil.
Seguir“Próximo de completar 94 anos, fico a pensar que anos atrás, quando estava com meus 40 anos, teria no máximo mais 40. Estou passando dos 50 sobre esses 40, então, realmente é uma alegria estar entre vocês neste momento em que sou agraciado pela bondade de cada um, com esse galardão de acadêmico emérito. Muito obrigado!”, disse.
O professor estava no Ecomuseu, seu reduto no Ribeirão da Ilha, quando recebeu a outorga da Adelit- Foto: Foto Flavio Tin/NDA Adelit optou por realizar a cerimônia que homenageou Florianópolis e o professor Nereu em formato online, com a presença dos 20 acadêmicos pela plataforma Zoom, com transmissão ao vivo.
O ato foi conduzido pela escritora Eudenice Fraga, com intervenções da presidente, Vilca Marlene Merizio, leituras de poemas das acadêmicas Eloah Westphalen Naschenweng e Osmarina Maria de Souza – esta última a primeira acadêmica emérita da Adelit.
O barítono Giovane Pacheco e seu filho, Mizael Pacheco, ao violão, interpretaram “Rancho de Amor à Ilha”, hino oficial de Florianópolis, de autoria do poeta Zininho.