Antonio Celso Santos, idealizador e diretor-geral do FAM (Florianópolis Audiovisual Mercosul) – Foto: Eduardo Lopes/Divulgação/NDEu estava no encerramento da 22ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, quando recebi a notícia da partida do produtor Antônio Celso dos Santos, idealizador e diretor-geral do Florianópolis Audiovisual Mercosul, o FAM, outra importante janela que projetou a nossa cidade para o cinema internacional.
É a vida e seus simbolismos. O FAM completou 27 anos neste ano, na recente edição que aconteceu em setembro passado.
Já de algum tempo ele havia se afastado da linha de frente do festival para cuida da saúde.
SeguirCelso lutava pelo cinema. Celso foi um guerreiro da nossa cultura. Agora o legado segue com sua esposa Denise e os filhos, Thiago e Marilha.
A ele eu devo grandes momentos de FAM, de coberturas, como jurado de mostras e nas longas prosas ao telefone sobre as suas “confabulações” para cada nova edição.
Festival em sua 21a edição, sempre com grande participação do público – Foto: Daniel Guilhamet e Marino Mondek/Divulgação FamO FAM projetou Florianópolis para o cinema internacional, primeiro no Mercosul, depois América Latina até chegar aos dias de hoje com conexões em outros continentes.
Tem sido fundamental para a formação de plateias como também para debates importantes sobre políticas públicas para audiovisual em Santa Catarina, Brasil e na integração com o cinema de outros países.
O FAM abriu portas para centenas e até mais de milhar de realizadores exibirem suas obras. Filmes e curtas nacionais, estrangeiros e catarinenses que não encontram espaço no circuito das salas comerciais.
A Santa Catarina, o Brasil e a América Latina reais se projetam na tela do festival.
Celso nos deixa aos 67 anos após uma luta contra o câncer. O velório será neste domingo (22), a partir das 9h, no Cemitério Jardim da Paz, em Florianópolis.
Celso descansa, mas o FAM, o “FAM de Todos” como ele idealizou, segue impulsionado pela sua apaixonada inquietação.
“Menor que meu sonho não posso ser”, diz o poema de Lindolf Bell. O Celso foi um gigante e isso dá a dimensão do tamanho do sonho que ele deixa como legado para a cultura e para o cinema de Santa Catarina e do país.
Obrigado, Celsão!