Interino: Paulo Rolemberg
A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (07), a proposta que coloca a catarinense Antonieta de Barros no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. A proposta segue direto para o Senado. O Projeto de Lei 4940/20 é do deputado Alessandro Molon (PSB-RJ).
Antonieta de Barros: jornalista, escritora, deputada e professora – Foto: Divulgação“Antonieta de Barros foi uma personagem de grande importância na história de luta contra os preconceitos de cor, classe e gênero no Brasil, tendo dedicado sua vida a combater o analfabetismo de adultos carentes, na crença de que a educação era a única arma capaz de libertar os desfavorecidos da servidão”, disse deputado Tadeu Alencar (PSB-PE), relator do projeto na CCJ.
SeguirO Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria se encontra no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
Nascida em Florianópolis, em 11 de julho de 1901, de origem pobre e órfã de pai, ela ingressou com 17 anos na Escola Normal Catarinense, concluindo o curso em 1921.
Em 1922, a normalista fundou o Curso Particular Antonieta de Barros, voltado para alfabetização da população carente. O curso foi dirigido por ela até sua morte em dia 18 de março de 1952, e fechado em 1964.
A catarinense Antonieta de Barros faz parte da conquista do voto feminino no Brasil. Ela foi a primeira deputada estadual de Santa Catarina. Além da militância política, foi professora e participou ativamente da vida cultural do Estado e atuou ainda como jornalista e escritora.
Foi eleita deputada estadual por duas vezes: em 1937 e em 1947, sempre lutando pela valorização do magistério, onde entre os pontos, defendeu a concessão de bolsas para cursos superiores a alunos carentes.