Autores catarinenses são tema de exposição em ‘Circuito de Quadrinhos’ de Florianópolis

Evento catarinense mostrou o trabalho de autores locais, regionais e nacionais, que estão movimentando a cena dos quadrinhos

Redação ND Florianópolis

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A 4º edição do CCQ (Circuito de Quadrinhos) em Florianópolis, reuniu fãs, autores e curiosos, no Floripa Airport, no domingo (20). O evento geek deu espaço para palestras, vendas e exposições de autores catarinenses.

O Circuito de Quadrinho catarinense, reuniu cerca de 3 mil pessoas todos os dias, durante três dias. Além de expositores e autores  – Foto: Eduardo Duks/Divulgação/NDO Circuito de Quadrinho catarinense, reuniu cerca de 3 mil pessoas todos os dias, durante três dias. Além de expositores e autores  – Foto: Eduardo Duks/Divulgação/ND

A equipe de organização do CCQ falou sobre o desafio de trazer tantas pessoas para o evento, que é o primeiro após as restrições que foram mudando ao longo das últimas semanas, pensando em, além de diversão, ter um ambiente seguro e confortável para todos.

“A gente ficou apreensivo no começo. Nosso último evento foi em 2019e, de lá pra cá muita coisa mudou, mas está sendo uma experiência incrível. É ótimo voltar a ver a galera participando!”, ressaltaram os organizadores.

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Foram cerca de 3 mil participantes diários visitando o evento nos três dias. Os expositores eram artistas que após realizarem uma inscrição, puderam mostrar e vender seus trabalhos para o público.

SC em quadrinhos

A exposição intitulada ‘SC em quadrinhos’, reuniu obras de cinco autores de Santa Catarina, que também marcaram presença no evento, recebendo o público para mostrar seus trabalhos.

Apesar de ainda ser recente no Estado, comparada com outros países e até outras capitais do Brasil, a cena catarinense de quadrinho já conta com nomes importantes. Hoje existem muitos autores que não são nativos do sul, porém, trabalham no Estado e, compõem essa rede de artistas que levam a cena para outras lugares do país e do mundo.

Além dos quadrinho, os autores trabalham com diversas formas de ilustrar, apresentando seu trabalho na internet e, até me jornais impressos.

Conheça os autores que participaram da exposição:

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    Alice Grosseman Mattosinho, é conhecida como Alice Monstrinho por ter como tema da maioria de suas obras, monstros. A artista já foi uma das quatro pessoas escolhidas para ser tutorada pelo estúdio Imaginism no Canadá, onde estudou com o vencedor do Emmy Bobby Chiu (Disney, DreamWorks, Warner Bros)  - Arquivo pessoal/Reprodução/ND
    Alice Grosseman Mattosinho, é conhecida como Alice Monstrinho por ter como tema da maioria de suas obras, monstros. A artista já foi uma das quatro pessoas escolhidas para ser tutorada pelo estúdio Imaginism no Canadá, onde estudou com o vencedor do Emmy Bobby Chiu (Disney, DreamWorks, Warner Bros)  - Arquivo pessoal/Reprodução/ND
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    Carolina Porfírio, conhecida como Kaol, é conhecida pelo seu trabalho na série Fight Like a Girl, que reúne desenhos de personagens reais e fictícias fortes e inspira meninas e mulheres de todas as idades a se empoderarem - Arquivo Pessoal/Reprodução/ND
    Carolina Porfírio, conhecida como Kaol, é conhecida pelo seu trabalho na série Fight Like a Girl, que reúne desenhos de personagens reais e fictícias fortes e inspira meninas e mulheres de todas as idades a se empoderarem - Arquivo Pessoal/Reprodução/ND
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    Kleverton Bortoli é de Florianópolis e, trouxe suas obras conhecidas e recém lançadas para a exposição. Uma delas, chamada de Teoria, é  sobre um homem que está trancado sozinho em casa e, que começa acreditar que há alguém do lado de fora, tem como diferencial a ausência de diálogos, há apenas onomatopéias para representar o desespero do protagonista da obra - Julia de Araujo/ND
    Kleverton Bortoli é de Florianópolis e, trouxe suas obras conhecidas e recém lançadas para a exposição. Uma delas, chamada de Teoria, é  sobre um homem que está trancado sozinho em casa e, que começa acreditar que há alguém do lado de fora, tem como diferencial a ausência de diálogos, há apenas onomatopéias para representar o desespero do protagonista da obra - Julia de Araujo/ND
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    Ricardo Manhães trabalhou há mais 17 anos para o mercado europeu de quadrinhos. Publicou álbuns em parceria com a editora francesa Vents D'ouest do Grupo Editorial Glenat. Ricardo é o cartunista os jornais ND notícias. - Arquivo Pessoal/Divulgação/ND
    Ricardo Manhães trabalhou há mais 17 anos para o mercado europeu de quadrinhos. Publicou álbuns em parceria com a editora francesa Vents D'ouest do Grupo Editorial Glenat. Ricardo é o cartunista os jornais ND notícias. - Arquivo Pessoal/Divulgação/ND
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    Felipe Parucci, é autor das novelas gráficas Apocalipse, Por Favor (edição do autor), Auto-Ajuda (edição do autor), Já Era (Lote 42) e Enxaqueca. Foi ilustrador e infografista de um jornal de Santa Catarina. Felipe deixou seu emprego fixo e passou a trabalhar somente em projetos de ilustração freelancer, após um tempo conseguiu financiamento para produzir suas obras - Internet/Reprodução/ND
    Felipe Parucci, é autor das novelas gráficas Apocalipse, Por Favor (edição do autor), Auto-Ajuda (edição do autor), Já Era (Lote 42) e Enxaqueca. Foi ilustrador e infografista de um jornal de Santa Catarina. Felipe deixou seu emprego fixo e passou a trabalhar somente em projetos de ilustração freelancer, após um tempo conseguiu financiamento para produzir suas obras - Internet/Reprodução/ND

A cena de quadrinhos nacional está crescendo

Apesar de ainda ser muito focada nas capitais de São Paulo e, do Rio de Janeiro, muitos autores estão cada vez mais representando a cultura brasileira em suas obras.

Temas como folclore nacional, culturas locais e religiosa, fazem parte de trabalhos que estão se estendendo cada vez mais pelo país. Um exemplo é Hugo Canuto, autor baiano que também estava presente em uma  exposição do circuito.

Hugo segurando sua obra mais conhecida, O conto dos Orixás – Foto: Julia de Araujo/Reprodução/NDHugo segurando sua obra mais conhecida, O conto dos Orixás – Foto: Julia de Araujo/Reprodução/ND

Seu trabalho mais conhecido é o ‘Conto dos Orixás’, um quadrinho que mostra história da cultura Yorubá, que rendeu ao autor o título de melhor lançamento, no prêmio Angelo Agostini, em 2020.

Em seu trabalho ele busca contar mais sobre arte, culturas e mitos do Brasil e da América Latina. “Além de mostrar todo o meu trabalho já feito, eu pretendo relançar esse quadrinho, com uma nova editora. A expectativa é grande, estou muito feliz”, contou Canuto.

Circuito Catarinense de Quadrinhos

O Circuito Catarinense de Quadrinhos é patrocinado pelo município de Florianópolis, através da Secretaria de Esportes, Cultura e Lazer e da Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura nº 3659/91.