Bancada Feminina da Alesc pede cassação de Jessé Lopes

Segundo as deputadas, Jessé cometeu quebra de decoro ao criticar a campanha Não é Não; documento foi levado ao presidente da Alesc na terça-feira (4)

Redação ND Florianópolis

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A bancada feminina da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) pediu a cassação do mandato do deputado estadual Jessé Lopes (PSL). O pedido foi feito após críticas de Jessé a campanha ‘Não é Não’.

Documento pede a cassação do deputado Jessé Lopes (PSL) – Foto: Divulgação/NDDocumento pede a cassação do deputado Jessé Lopes (PSL) – Foto: Divulgação/ND

O documento foi entregue ao presidente da assembleia Julio Garcia (PSD) nessa terça-feira (4).

Segundo o texto, a cassação seria justificada “por prática de ato incompatível com o exercício do mandato parlamentar”.

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O documento foi assinado pelas deputadas Ada de Luca (MDB), Luciane Carminatti (PT), Paulinha (PDT) e Marlene Fengler (PSD).

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Foram anexadas ao documento as publicações que o deputado Jessé Lopes fez nas redes sociais e até a nota de repúdio emitida pelo próprio PSL de Santa Catarina conta o deputado.

Após ser protocolado na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, o pedido entrará em tramitação. Não há data definida para o julgamento.

Relembre o caso

Em janeiro deste ano o deputado estadual Jessé Lopes criticou a campanha contra o assédio no Carnaval Não é Não.

“Quem, seja homem ou mulher, não gosta de ser assediado(a)?? Massageia o ego mesmo que não se tenha interesse na pessoa que tomou a atitude”, disse Jessé.

O deputado criticou também supostos direitos que mulheres teriam em relação aos homens e pediu para que as pessoas não usassem a tatuagem.

“Neste carnaval, não colabore com este movimento segregador, não use essa tatuagem ineficiente!!”, escreveu.

Por meio de nota o grupo responsável pela campanha se manifestou contra as publicações de Jessé.

“É extremamente triste perceber, em atitudes como esta, a persistência de uma cultura machista e misógina, que continua a perpetuar e defender o comportamento de assediadores”, disse a nota.

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