Bloco ‘Não Me Kahlo’: confira como foi a folia no Centro de Florianópolis

Terça-feira (21) foi marcada pela folia do bloco 'Não Me Kahlo', seu maior lema é o Carnaval contra o racismo, machismo e LGBTfobia

Foto de Redação ND

Redação ND Florianópolis

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Nesta terça-feira (21) o Bloco “Não Me Kahlo” voltou após dois anos sem folia, por conta da pandemia da Covid-19. A festa começou às 15h, na Avenida Hercílio Luz, e deve terminar às 22h. Lembrando que o maior lema do bloco é o Carnaval contra o racismo, machismo e LGBTfobia.

Não Me KahloBloco de rua CarnavalO bloco está sendo marcado neste ano como “2023 – Resistimos”  – Foto: Lídia Gabriella/Reprodução/ND

Com a parceria do Gandaia Produtora, o bloco ocupou a avenida com a cantora Selma Light, Star, Rose Bär, Lirous K’yo, Pamela Lopes e Africatarina.

“A gente ocupa a rua com a diversidade, nunca tivemos problemas, nunca teve briga, é sempre muito tranquilo”, conta a representante do bloco, Cheyenne Luge, de 32 anos.

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Segundo Cheyenne, antes o bloco era organizado pela Bodega La Kahlo, porém com a pandemia, ele teve que ser fechado. Mesmo assim, o bloco conseguiu continuar com o espaço que é considerado seguro para mulheres e para a comunidade LGBTQIA +.

O Bloco Não Me Kahlo aconteceu nesta terça-feira (21) – Foto: Lídia Gabriella/Reprodução/NDO Bloco Não Me Kahlo aconteceu nesta terça-feira (21) – Foto: Lídia Gabriella/Reprodução/ND

“Estamos marcando este ano como ‘2023 – resistimos’, porque conseguimos resistir a todas as lutas que enfrentamos durante a pandemia e após os anos”, conta Cheyenne.

Quem estava prestigiando o bloco conseguiu sentir a sensação de segurança e tranquilidade. Giselle Elibio, de 43 anos, comentou que estava um clima agradável e bastante animado. “Eu estou sozinha e consigo sentir o quanto as pessoas são respeitosas”, disse.

Giselle Elibio, de 43 anos, conta que conseguiu sentir energia da tranquilidade do bloco – Foto: Lídia Gabriella/Reprodução/NDGiselle Elibio, de 43 anos, conta que conseguiu sentir energia da tranquilidade do bloco – Foto: Lídia Gabriella/Reprodução/ND

Giselle estava com uma tiara do personagem Pikachu e contou que queria elaborar uma fantasia alegre, simplesmente porque é carnaval e nesses dias devemos nos permitir.

Fernanda Pinheiro, de 28 anos, comentou que gostou muito da festa. “Aqui está muito legal, com muito público LGBTQIA +, sem brigas e todos na rua se respeitando, essa é a parte mais importante”, comentou.

Ana Lúcia Roda, de 64 anos, Joseana da Rosa, de 35 anos, e Fernanda Pinheiro, 28 anos – Foto: Lídia Gabriella/Reprodução/NDAna Lúcia Roda, de 64 anos, Joseana da Rosa, de 35 anos, e Fernanda Pinheiro, 28 anos – Foto: Lídia Gabriella/Reprodução/ND

Nicolas Gomes Zanatta, de 22 anos, contou que estava caminhando com sua amiga Luiza Medeiros, de 23 anos, quando escutaram o ritmo da música que tocava no momento, os dois entraram no bloco e ficaram a tarde inteira.

Nicolas Gomes Zanatta, de 22 anos, e Luiza Medeiros, de 23 anos – Foto: Lídia Gabriella/Reprodução/NDNicolas Gomes Zanatta, de 22 anos, e Luiza Medeiros, de 23 anos – Foto: Lídia Gabriella/Reprodução/ND

“Aqui tá muito movimentado, o clima está ótimo e as músicas estão bem legais”, falou Nicolas.

Cheyenne contou que em outros anos o bloco contou com a presença de mais de 3 mil pessoas, e ela espera que neste ano o público seja muito maior. Até o momento, não foi registrado nenhuma ocorrência.