Cachaça de Luiz Alves recebe registro de Indicação Geográfica; entenda o que muda

A cachaça de Luiz Alves foi considerada um produto de qualidade diferenciada, com leveduras nativas, que não existem em outro lugar do Brasil

Foto de Bruna Ziekuhr

Bruna Ziekuhr Blumenau

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A qualidade diferenciada proporcionaram para a cachaça de Luiz Alves, no Vale do Itajaí, o prestigiado registro de Indicação Geográfica, do INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial).

A Indicação Geográfica, chamada de Denominação de Origem, é concedida para produtos ou serviços que as qualidades ou características se tronaram exclusivas da região, como é o caso da cachaça de Luiz Alves.

Selo de Indicação Geográfica da cachaça de Luiz AlvesCachaça de Luiz Alves recebe registro de Indicação Geográfica – Foto: INPI/Reprodução/ND

O selo certifica a autenticidade e a qualidade do produto, garantindo que ele é produzido de acordo com padrões específicos e ingredientes únicos. O nome do produto fica protegido e remetendo ao local de produção, evitando falsificações e fraudes no mercado, por exemplo.

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Isso garante que o consumidor tenha certeza que está comprando um produto de procedência, valorizando a cultura local e fomentando atividades turísticas.

Foi a ACPALA (Associação dos Produtores de Cachaça Artesanal de Luiz Alves) que iniciou um movimento para conseguir o selo. Agora, com a conquista do selo, produtores do município podem evidenciar as características únicas que só a cachaça de Luiz Alves carrega.

O que a cachaça de Luiz Alves tem de diferente?

Não é à toa que, em 2018, Luiz Alves foi reconhecida por lei como Capital Catarinense da Cachaça – Terra da Cachaça.

A tradição e as primeiras cachaças remontam ao século XX, quando a produção de açúcar se tornou uma atividade econômica importante.

A cachaça artesanal, que começou sendo produzida em pequena escala, logo se tornou um produto relevante para o comércio.

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    Cachaça de Luiz Alves - Estúdio de fotografia Diego Rafael Rech | Prefeitura Municipal de Luiz Alves/Divulgação
    Cachaça de Luiz Alves - Estúdio de fotografia Diego Rafael Rech | Prefeitura Municipal de Luiz Alves/Divulgação
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    Tradição da produção de cachaça em Luiz Alves é passado de geração em geração - Arquivo/ND
    Tradição da produção de cachaça em Luiz Alves é passado de geração em geração - Arquivo/ND

Entre os diferenciais da cachaça de Luiz Alves, está o uso do melado como matéria-prima da fermentação, no lugar do caldo de cana fresco. Além disso, leveduras nativas, que não existem em outro lugar do Brasil, também tornaram a aguardente única.

A temperatura amena e o clima local temperado úmido da região também influenciam na qualidade da cachaça e da aguardente, já que são favoráveis ao envelhecimento das bebidas, reduzindo a evaporação da água e mantendo o teor alcoólico desejado.

Rota da cachaça de Luiz Alves

Durante todo o ano, quem visita Luiz Alves atrás do líquido precioso pode fazer a Rota da Cachaça, criada em 2018 e que percorre os alambiques espalhados pela cidade. O percurso de 25 quilômetros atrai visitantes de todo o Estado, do país e do mundo.

Outras Indicações Geográficas catarinenses

As demais Indicações Geográficas de Santa Catarina são: Uva Goethe, Banana de Corupá, Queijo Artesanal Serrano, Vinhos de Altitude, Mel de Melato da Bracatinga, Maçã Fuji de São Joaquim, Erva-Mate do Planalto Norte Catarinense, Linguiça Blumenau.

Com esse registro, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial chega a 126 IGs reconhecidas no Brasil, sendo 88 Indicações de Procedência – IP (todas nacionais) e 38 DOs (28 nacionais e 10 estrangeiras).

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