A terceira escola a pisar na avenida foi a Império Vermelho e Branco, do bairro Pantanal, em Florianópolis, e coloriu com as cores da agremiação a passarela do Complexo Nego Quirido.
Os 1.100 integrantes da Império Vermelho e Branco entraram com muita energia na avenida e contaram a história do enredo “Divina Cerveja, A Criação de uma Deusa”.
A iluminação e beleza dos carros alegóricos da Império Vermelho e Branco na passarela – Foto: Luiz Fernando DreschA agremiação apresentou 16 alas e três carros alegóricos no desfile que durou das 20h às 21h10. A escola ficou em 8º lugar no ano passado e fez 263,7 pontos.
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Em 2024, a escola escolheu abordar a história da cerveja, aliada à deusa Ninkasi, a deusa do álcool, responsável por preparar as bebidas para outros deuses todos os dias.
O enredo embarcou na trajetória da bebida, tecida pelas mãos poderosas das mulheres ao longo dos tempos, onde, de acordo com o código de Hamurabi, na Mesopotâmia eram verdadeiras autoridades cervejeiras.
Setores e divisões da história da cerveja
A escola foi dividida em três setores: Origem (Mesopotâmia/Deusa), Trajetória histórica da produção da ceva e A cerveja nos dias atuais.
A comissão de frente do primeiro setor trouxe “A divina criação”, que são as deusas responsáveis pela inspiração na criação da cerveja. Com lírios dourados nas cabeças e vestimentas de rainhas.
A Tripé, Deusa Ninkasi apresentou o enredo e o no terceiro setor, o malte obtido por meio da germinação de cereais, sendo a base da cerveja.
É dele que retiraram o açúcar e o transformaram em álcool pela fervura da bebida. Os tipos de malte são os responsáveis por definir o sabor da bebida.
No destaque das baianas, que representam “Elementos naturais” e o dom da vida como plantas, aromas, mel. Essa ala de mulheres com mais idade sempre foi exemplo da agremiação.
Império Vermelho e Branco foi a terceira a entrar na Nego Quirido, no Carnaval 2024 de Florianópolis – Foto: Cristiano Estrela/NDAssim foi a homenagem que representou a fertilidade, a natureza, o dom da vida através de elementos naturais utilizados na produção da cerveja.
Na sequência, em outras alas, foram retratadas a base da fórmula da cerveja coma água. Uma homenagem também às sumerianas que representaram um dos primeiros povoados de mulheres cervejeiras da história.
No carro Mesopotâmia, um esplendor de 7 mil anos o berço da cerveja aparece como um presente divino da deusa Ninkasi.
Império Vermelho e Branco foi a terceira a entrar na Nego Quirido, no Carnaval 2024 de Florianópolis – Foto: Cristiano Estrela/NDA sequência de alas traz ainda as passistas como egípcias, onde a cerveja continua. Na ala tribo germânica, as mulheres eram guardiãs secretas da produção da cerveja.
Em mais uma ala, monges surgiram marcados pela produção culinária, destacaram-se na criação de bebidas, com a cerveja ocupando um lugar de destaque.
Uma homenagem ao lúpulo, onde o gênero feminino imperou na produção da cerveja, com flores da planta fêmea para extrair óleos e resinas essenciais, o que envolveu todos na atmosfera de fragrâncias e sabores.
Na sequência das alas foi apresentada aspectos da cerveja como a bebida sem álcool, também em festas como o carnaval, no futebol e até no Litoral.
Som da bateria da Império Vermelho e Branco – Vídeo: Luiz Fernando Dresch/ND