Um curta-metragem catarinense produzido por uma equipe completamente feminina ganha espaço em premiações internacionais. O “Vertigem” é uma produção independente gravada em Florianópolis, e investiga as angústias do amor, da morte e do tempo no coração de uma mulher.
O curta foi produzido por uma equipe 100% feminina. – Foto: Suelen Grimes/Divulgação/NDO curta é protagonizado pela atriz e cantora Bárbara Biscaro. Segundo Djúlia Marc, diretoria do filme, o projeto foi gravado em dois dias e teve início dentro da aula de uma das disciplinas de Licenciatura em Teatro da UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina).
“O filme tem muito material que nem entrou no corte final. A ambição do filme é conceber uma experiência visual, já que ele tem esse caráter experimental, bastante influenciadas pela cineasta Maya Deren”, explica.
SeguirSelecionado para mostra britânica de filmes independentes “London Lift-Off Global Network”, após escolha de voto popular, “Vertigem” integra uma das maiores plataformas de filmes independentes. O Lift-Off reúne eventos de exibição ao redor do globo, conectando uma rede de criadores da indústria cinematográfica.
A produção também foi selecionada para participar do festival InQRVention, em Portugal, onde o filme deve ser exibido até o final do mês de abril.
“Nos sentimos muito afortunadas pela oportunidade de seleção desses festivais e por poder ampliar a distribuição de uma produção catarinense e feminista”, diz a diretora.
Produção 100% feminina
O roteiro e a produção contam com o trio Djúlia Marc, Suelen Grimes e Bárbara Biscaro. Produzido sem recursos externos e com uma equipe 100% feminina, Djúlia revela que elas utilizaram os seus próprios equipamentos e figurinos para as gravações.
A importância de ter uma ficha técnica dominada por mulheres também influenciou no processo de construção de Vertigem. “Não havia hierarquia ou divisão, fizemos um trabalho colaborativo e democrático”, explica a diretora.
Segundo Suelen Grimes, responsável também pela direção de fotografia, essa lógica de trabalho também foi aplicada no próprio roteiro: “Em vez de optarmos por um roteiro fechado, com cenas pré-determinadas, preferimos trabalhar com uma lógica de experimentar as relações entre a direção de Djúlia com Bárbara”.