Com bateria-orquestra e chuva, Coloninha encerra desfile do Carnaval de Florianópolis

Gigante do Continente homenageou os 30 anos da Camerata de Florianópolis destacando as ligações entre o Carnaval e a música clássica

Foto de Felipe Bottamedi e Valeska Loureiro

Felipe Bottamedi e Valeska Loureiro Florianópolis

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Com 3 mil componentes, o maior dos últimos anos, chuva e uma bateria “fundida” com orquestra, a Coloninha encerrou o desfile das escolas de samba de Florianópolis por volta das 6h. A Gigante do Continente realizou um mosaico da trajetória das três décadas da Camerata de Florianópolis: as misturas de gênero, os personagens de orquestra e o vínculo com a Capital.

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    Alas versaram sobre história e gêneros da Camerata - Leo Munhoz/ND
    Alas versaram sobre história e gêneros da Camerata - Leo Munhoz/ND
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    Agremiação trouxe quatro carros alegóricos - Leo Munhoz/ND
    Agremiação trouxe quatro carros alegóricos - Leo Munhoz/ND
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    Maestro é destaque no desfile da Coloninha - Leo Munhoz/ND
    Maestro é destaque no desfile da Coloninha - Leo Munhoz/ND
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    Maestro Jefferson Della Rocca, diretor artístico da Camerata, desfila em carro alegórico da Coloninha - Valeska Loureiro/ND
    Maestro Jefferson Della Rocca, diretor artístico da Camerata, desfila em carro alegórico da Coloninha - Valeska Loureiro/ND
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    Bateria fundiu orquestra e instrumentos do Carnaval - Leo Munhoz/ND
    Bateria fundiu orquestra e instrumentos do Carnaval - Leo Munhoz/ND
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    Com o dia claro, Coloninha encerrou desfile com chave de ouro - Leo Munhoz/ND
    Com o dia claro, Coloninha encerrou desfile com chave de ouro - Leo Munhoz/ND
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    Último carro alegórico encerrou desfile às 5h55 - Leo Munhoz/ND
    Último carro alegórico encerrou desfile às 5h55 - Leo Munhoz/ND
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    Ao som de violinos, escola mesclou gêneros em seu enredo - Leo Munhoz/ND
    Ao som de violinos, escola mesclou gêneros em seu enredo - Leo Munhoz/ND

Um dos destaques fica por conta da bateria, formada pelos membros da Batucada da Unidos e por integrantes de orquestra. Em certo momento, os instrumentistas subiam em cima de um banco e tocavam violinos e outros instrumentos de corda, que se misturavam às cuícas e batucadas. Era um samba-enredo com arranjo orquestral.

O desfile começou com figuras célebres do Carnaval: pierrots eram sucedidos por arlequins e colombinas. Os atos seguintes aludiam à fusão de gêneros característicos da trajetória contemporânea da Camareta: a Nego Querido foi tomada por alas de sertanejos, roupas irreverentes do rock e pop, o figurino do samba e do chorinho. É retrato de uma orquestra que, a título de exemplo, sinfoniza Marília Mendonça e Dazaranha.

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Por volta dos vigésimo minuto, uma chuva forte despencou na Passarela Nego Quirido e amanheceu. Os integrantes não aparentarem o menor sinal de desânimo. O terceiro ato do desfile aprofundou a música clássica: surgem componentes que tratam das origens, como a ligação com os ritmos indígenas e a musicalidade do período barroco.

O quarto carro alegórico, o último, versa sobre um capítulo presente do grupo: uma grande coroa marca a “coroação” da Camerata na Passarela Nego Quirido. No meio está o maestro da Camerata, Jefferson Della Roca. “Jamais imaginei que uma escola de samba, uma comunidade, homenagearia nossa luta de tantos anos”, afirmou.

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