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Com mais de 60 mil visitantes, Fenaostra fez de Florianópolis o cartão postal de SC no Brasil

Realizada há mais de 20 anos na Capital, festa recebeu apoio do Ministério do Turismo e se destacou nacionalmente em 2023

CONTEÚDO ESPECIAL, BRANDED STUDIO ND Florianópolis

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A Fenaostra foi criada em 1999 e oferece, anualmente, uma variedade de pratos nos quais a ostra é a estrela da culinária – Foto: LEORUSSO/NDA Fenaostra foi criada em 1999 e oferece, anualmente, uma variedade de pratos nos quais a ostra é a estrela da culinária – Foto: LEORUSSO/ND

Assim como o turismo, a pesca e as histórias contadas pelos pescadores entre gerações, o boi de mamão, as rodas de conversa no mercado público e lendas de bruxas e outros seres fantásticos que habitam a cidade desde os seus primórdios, a maricultura é uma das atividades mais significativas que fazem parte da cultura e contribuem para a economia da capital catarinense.

Atualmente, a região da Grande Florianópolis é a maior produtora de ostras do Brasil e abastece mais de 90% do território nacional com os moluscos. Tradição que levou mais de 60 mil pessoas em apenas seis dias neste ano à Fenaostra (Festa Nacional da Ostra), realizada na Capital na última semana no Centrosul.

A movimentação do evento, que marcou o retorno da festa após três anos de pausa desde o início da pandemia, surpreendeu a organização e a própria Prefeitura de Florianópolis.

“Foram seis dias de muito sucesso, atrações de diferentes estilos musicais, uma gastronomia muito forte, superamos todas as nossas próprias expectativas”, ressalta o secretário de Turismo da Capital, Ed Pereira.

Ao todo, mais de 20 artistas subiram ao palco da Fenaostra, que também teve a participação de artesãos da Ilha, apresentações de boi de mamão, mágica e outras atrações, além dos pratos típicos da Capital e, claro, muita ostra nas mais surpreendentes preparações e receitas.

A região da Grande Florianópolis é a maior produtora de ostras do Brasil e abastece mais de 90% do território nacional com os moluscos – Foto: LEORUSSO/NDA região da Grande Florianópolis é a maior produtora de ostras do Brasil e abastece mais de 90% do território nacional com os moluscos – Foto: LEORUSSO/ND

O evento também foi uma importante vitrine de Florianópolis para todo o país e teve o apoio do Ministério do Turismo, além da presença de Milton Zuanazzi, secretário Nacional de Planejamento, Competitividade e Sustentabilidade no Turismo.

“É muito importante para nós, do governo federal, ajudarmos a viabilizar esse retorno da Fenaostra, que tem tanta tradição e importância para a cidade. Agora na baixa temporada precisamos fomentar os eventos e turismo nas regiões brasileiras nas cidades turísticas, este é o propósito da nossa gestão, retomar o turismo doméstico de forma intensa e buscar o capital internacional com produtos de qualidade para que tenhamos também os turistas estrangeiros”, destaca Zuanazzi.

Para 2024, a intenção é ampliar a festa para 14 dias, antecipa o secretário. “O ministro do Turismo (Celso Sabino) já sinalizou sua presença no evento no próximo ano e vamos preparar outra grande festa. Temos toda essa riqueza cultural, gastronômica, artesanal e a ostra conectando tudo isso. Nós promovemos a festa mais manezinha e estamos expondo isso para todo o país. A tradição da ostra não apenas enriquece nossa gastronomia local, mas também destaca a habilidade e dedicação dos produtores, consolidando a cidade como a melhor produtora do país. A ostra é mais do que um prato, é um elo entre a cultura e os sabores autênticos de nossa região”, acrescenta Ed Pereira.

Festividade inédita no país

A movimentação do evento, que marcou o retorno da festa após três anos de pausa desde o início da pandemia, surpreendeu a organização e a própria Prefeitura de Florianópolis – Foto: LEORUSSO/NDA movimentação do evento, que marcou o retorno da festa após três anos de pausa desde o início da pandemia, surpreendeu a organização e a própria Prefeitura de Florianópolis – Foto: LEORUSSO/ND

A Fenaostra foi criada em 1999 e oferece, anualmente, uma variedade de pratos nos quais a ostra é a estrela da culinária. É a única festa deste modelo no  país, ao reunir num mesmo espaço atividades nas áreas gastronômica, técnico-científica, econômica, artística e cultural, tendo como referência a maricultura.

Durante os dias de atividade, o evento cativa diferentes perfis de visitantes com sua programação diversificada que inclui  exposições de produtos e serviços, negócios e vasto espaço dedicado à culinária e entretenimento.

Essa diversidade de atividades distingue a Fenaostra como um evento único nas celebrações do ano em Santa Catarina e torna a festa uma vitrine de oportunidades que influencia diretamente o consumo e a produção oestrícola.

Desde 2014, Florianópolis integra também o seleto grupo da Rede Mundial de Cidades Criativas da Unesco, que une cidades que reconhecem e apoiam a criatividade como estratégia impulsionadora do desenvolvimento sustentável, por meio de parcerias mundiais. O título Cidade Unesco da Gastronomia gera visibilidade internacional e tem potencial para incrementar o setor turístico-gastronômico local, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico e cultural da região.

SC reúne 50 fazendas marinhas

A maricultura começou em Santa Catarina na década de 1980 por meio de um trabalho de pesquisa da UFSC (Universidade Federal de SC), coordenado pelo professor Carlos Alberto Poli, doutor em Oceanografia Biológica e Pesqueira, e que trouxe as primeiras sementes a partir da experiência do cultivo realizada em outros países.

O material foi trazido do Chile e chegou aqui na Capital na época correta para o seu repovoamento, segundo o professor, que conta ainda que, no Chile, as sementes levavam cerca de dois anos para atingir o tamanho comercial, para ficarem adultas  e aqui, na baía norte, levaram apenas seis meses.

A partir do êxito desta experiência, cada vez mais pessoas se interessaram pela atividade, que ganhou também o impulso e monitoramento da Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina).  Na década de 1990 , o cultivo de ostras floresceu nas águas limpas e cheias de nutrientes da região, propiciando o crescimento de moluscos  de alta qualidade, conhecidos pelo sabor único e textura suculenta. Hoje, o Estado reúne pelo menos 50 fazendas marinhas, que exportam para o Brasil e exterior.

De 2008 a 2020, a produção da maricultura catarinense passou de 13.107, 92 para 16.256,66 toneladas, um acréscimo de 24,02% segundo dados da Epagri e Infoagro (Sistema Integrado de Informações Agropecuárias) da Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina).

Conforme determina a Lei Municipal nº 10.199, de 27 de março de 2017, a Prefeitura Municipal de Florianópolis informa que a produção deste conteúdo não teve custo, e sua veiculação custou R$2.000,00 reais neste portal.