Conheça Beto Laus, Comendador-Mor Máximo & Soberano do Almoço das Estrelas

Blumenauense se tornou manezinho autêntico e autoridade maior da excêntrica confraria que reúne nomes expressivos de Florianópolis desde 1999

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Em 7 de setembro de 1949, em Blumenau (SC), o pai de Beto Laus enviou um telegrama ao seu avô, em Florianópolis: “Nasceu Roberto pt Independência ou Morte pt”.

A espirituosidade hereditária veio com ele, 20 anos depois, para a Capital, onde se radicou.

Com formação contábil/administrativa, especializou-se em comércio exterior devido a um programa de treinamento de gestão de bancos que participou, em Washington, de 1980 a 1983.

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Trabalhou na administração estadual e no antigo Besc (Banco do Estado de Santa Catarina), até se aposentar, depois de 30 anos, em 1998, além de atuar na comunicação.

No ano seguinte, em 23 de abril, foi investido no cargo de Comendador-Mor Máximo & Soberano do Almoço das Estrelas, uma excêntrica confraria que parou de se reunir em 2019 por causa da pandemia. “Chegamos a colocar mais de 100 pessoas em alguns dos eventos”, conta.

Casado há 47 anos com a manezinha Magda Maria Martins Laus, tem quatro filhos – Carlota (que vive na Alemanha), Fernanda de Fatima (médica), Karina (odontóloga) e Gustavo (policial militar) – e três netos – Valentina e Martina (que moram com os pais na Europa) e Thomas (filho de Fernanda).

Beto Laus, Comendador-Mor Máximo & Soberano da Confraria Almoço das Estrelas – Foto: Fatima Damaceno/Divulgação/NDBeto Laus, Comendador-Mor Máximo & Soberano da Confraria Almoço das Estrelas – Foto: Fatima Damaceno/Divulgação/ND

O Almoço das Estrelas surgiu com que objetivo?

O Almoço das Estrelas é uma confraria idealizada pelos jornalistas Aldírio Simões, Nagel Milton de Mello, Raul Caldas Filho e Irê Silva, cujo objetivo era fugir dos malas-ruins do Mercado Público, às sextas-feiras e, neste dia, “quem faturou até o meio-dia faturou, à tarde só se aporrinha”.

Quem participou da formação?

Muitos malas-boas, oras (kkkkk).

A confraria tem excentricidades, como o teu título, horários de início (11h26 ou 12h38, por exemplo), proclames. De quem eram estas ideias?

Claro, somos excêntricos por natureza. O título de Comendador-Mor Máximo & Soberano foi idealizado pelo saudoso Maurício Amorim, nosso padrinho de casamento. As outras foram surgindo naturalmente.

Da esq. para dir.: Mário José Gonzaga Petrelli Filho, Mário José Gonzaga Petrelli, Esperidião Amin e Jorge Bornhausen na edição 2017 do Almoço das Estrelas – Foto: Fatima Damaceno/Divulgação/NDDa esq. para dir.: Mário José Gonzaga Petrelli Filho, Mário José Gonzaga Petrelli, Esperidião Amin e Jorge Bornhausen na edição 2017 do Almoço das Estrelas – Foto: Fatima Damaceno/Divulgação/ND

Além do próprio almoço, fazia-se homenagens a personalidades durante a tarde. Quem eram elas?

Não tenho ideia de quantos foram os homenageados. Teria que revisar todas as atas e os proclames. Dentre eles, foram ex-atletas, jornalistas, governadores, prefeitos e também alguns desocupados.

A pandemia impediu a realização do almoço em 2020 e 2021. Acreditas que em 2022 poderá retornar? As pessoas perguntam sobre o evento?

Nossa última edição foi no dia 26 de abril de 2019, em comemoração ao seu 20° aniversário, com 72 confrades. Diante da pandemia, suspendemos nossas reuniões. Daqui pra frente veremos como os confrades irão se manifestar, me parece que estão ansiosos!

Da esq. para dir.: Annita Hoepcke da Silva, Karla Petrelli e Rute Ferreira Gebler, cantoras homenageadas pela Confraria Almoço das Estrelas, em 2017 – Foto: Fatima Damaceno/Divulgação/NDDa esq. para dir.: Annita Hoepcke da Silva, Karla Petrelli e Rute Ferreira Gebler, cantoras homenageadas pela Confraria Almoço das Estrelas, em 2017 – Foto: Fatima Damaceno/Divulgação/ND

Dois anos de intervalo foram positivos para repensar o evento?

Acho que devemos nos reinventar, mas sempre mantendo o espírito “manezês”.

Atuaste de que maneira na área da comunicação?

Gosto muito de comunicação. Atuei como jornalista, no início de minhas atividades, em jornal de Blumenau. Depois, como publicitário e radiodifusão. A convite do Marcello Petrelli, montei um talk show no SBT SC, denominado “Ponto Chique”, onde entrevistava pessoas que servissem de referência para jovens buscarem suas carreiras. Foi uma bela experiência!

És mais manezinho que muitos legítimos. O que explica este amor pelos valores da Capital?

Sou manezinho autêntico. Como dizia o Aldírio, “ser manezinho é um estado de espírito”, e, por ser sempre ligado às coisas e à gente da Ilha de Santa Catarina, me tornei um dos manezinhos.

Acreditas que, se não tivesses saído de Blumenau, terias o mesmo envolvimento com a vida daquela cidade como tens com a daqui?

Olha, sou uma pessoa simples e me adapto a qualquer situação. Inclusive, sou um americano falso, mantenho muitas amizades naquele país e contato com eles até hoje, com a tecnologia da comunicação (WhatsApp, Facebook, etc.). Passando esta pandemia, irei passar um período lá, aproveitando o tempo que tenho disponível.

Beto Laus (centro) e confrades na última edição do Almoço das Estrelas, em 2019, no Lira Tênis Clube – Foto: Fatima Damaceno/Divulgação/NDBeto Laus (centro) e confrades na última edição do Almoço das Estrelas, em 2019, no Lira Tênis Clube – Foto: Fatima Damaceno/Divulgação/ND