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Corda do Círio de Nazaré deixa de ser produzida em SC

Nesta nova proposta, a corda foi produzida por uma composição de fibras de malva e juta, todas elas plantadas e cultivadas na região Amazônica.

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Após 11 anos, um dos principais símbolos de uma das maiores manifestações religiosas do Brasil, deixará de ser produzida em Santa Catarina. A corda utilizada no Círio de Nazaré, em Belém (PA), este ano foi feita no próprio Estado. Este ano, o evento acontece no dia 08 de outubro.

Corda produzida por empresa de SC no ano passado – Foto: João Gomes/Comus/Divulgação/NDCorda produzida por empresa de SC no ano passado – Foto: João Gomes/Comus/Divulgação/ND

Segundo a organização do evento, a corda produzida até 2022 era feita de sisal, uma fibra vegetal muito dura e resistente, e era produzida em Santa Catarina há muitos anos.

Nesta nova proposta, a corda foi produzida por uma composição de fibras de malva e juta, todas elas plantadas e cultivadas na região Amazônica.

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A corda era produzida na cidade de Penha e tinha 800 metros de comprimento com 50 milímetros de diâmetro. A empresa responsável era a Itacorda e a corda levava cerca de 15 dias na estrada, dividida em duas partes de 400 metros, até a chegada em Belém.

História da corda

A corda passou a fazer parte do Círio em 1885, quando uma enchente da Baía do Guajará alagou a orla desde próximo ao Ver-o-Peso até as Mercês, no momento da procissão, fazendo com que a berlinda ficasse atolada e os cavalos não conseguissem puxá-la.

Os animais então foram desatrelados e um comerciante local emprestou uma corda para que os fiéis puxassem a berlinda. Desde então, foi incorporada às festividades e passou a ser o elo entre Nossa Senhora de Nazaré e os fiéis.