Cosplay, culinária e mais: veja o que rolou no festival japonês que ocorreu em Florianópolis

Florianópolis sediou pela sétima vez festival que celebra cultura nipônica; evento ocorreu no último fim de semana

Foto de Valeska Loureiro

Valeska Loureiro Florianópolis

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A Festa das Estrelas ou Tanabata Matsuri (em japonês) é um festival comemorado no 7º dia do 7º mês do ano que celebra a sabedoria e conta a história de uma lenda de amor entre duas estrelas.

Cheia de significados e representações da cultura japonesa, a 7ª Edição do Tanabata Matsuri foi celebrada neste final de semana no Largo da Alfândega, em Florianópolis.

7ª Edição do Tanabata Matsuri ocorreu neste sábado (8) e domingo (9), no Largo da Alfândega – Foto: Leo Munhoz/ND7ª Edição do Tanabata Matsuri ocorreu neste sábado (8) e domingo (9), no Largo da Alfândega – Foto: Leo Munhoz/ND

O festival, promovido pela Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes e a Associação Nipo-Catarinense, reuniu amantes da cultura japonesa e interessados em se aprofundar nas tradições.

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“A realização desse evento é importante. Eu só tenho que agradecer o apoio à cultura japonesa”, diz o presidente da Associação Nipo-Catarinense, Seiji Korosue.

Para Seiji, este ano foi significativo. “São 220 anos da passagem dos primeiros japoneses pela América do Sul, que pisaram na antiga Nossa Senhora do Desterro, 115 anos da chegada dos primeiros imigrantes japoneses em Santa Catarina, 40 anos de associação, e 350 anos de Florianópolis”, expressa.

Expressão

Um evento voltado em fazer as pessoas se sentirem em casa e se expressarem através da cultura de seus ancestrais, a professora Amanda Onishi, 33, de Itajaí, no Litoral Norte de SC, vestiu o kimono da sua bisavó que era japonesa.

“Eu quis vir vestida assim para comemorar o Tanabata que é o maior evento desse estilo que temos no ano aqui em Florianópolis. Eu acho que esse evento é bastante importante porque temos colonização, mas a representação ainda é pouquinha. Então, além de mostrar mais a nossa cultura, mostra que nós existimos, que nós, os nipo-brasileiros, não somos invisíveis”.

Professora Amanda Onishi, 33, de Itajaí, estava vstida com o kimono da sua bisavó japonesa – Foto: Leo Munhoz/NDProfessora Amanda Onishi, 33, de Itajaí, estava vstida com o kimono da sua bisavó japonesa – Foto: Leo Munhoz/ND

Já a estudante Benny Degrandis, 17, escolheu ir de cosplay de uma personagem japonesa, a Sangonomiya Kokomi. Frequentadora assídua de eventos de cosplays de anime – animações japonesas -, Benny conheceu o Tanabata Matsuri, em Florianópolis, pela primeira vez.

“É muito legal ter um evento assim, principalmente com tanta temática mostrando como é no Japão. Eu vi bastante coisas diferentes que geralmente não costuma ter em outros eventos só de anime”, relata Benny.

japonesaBenny Degrandis, 17, escolheu ir ao festival vestida de cosplay de uma personagem japonesa, a Sangonomiya Kokomi – Foto: Leo Munhoz/ND

Arte

Com um espaço maior que os outros anos, oito barracas comidas típicas da culinária nipônica e 35 barracas de produtos japoneses estiveram voluntariamente presentes no festival, como explica Korosue.

Casal Miyuki e Hideki Murata, do Rio Grande do Sul, venderam origamis no festival – Foto: Leo Munhoz/NDCasal Miyuki e Hideki Murata, do Rio Grande do Sul, venderam origamis no festival – Foto: Leo Munhoz/ND

Dentre elas, estava a barraca de produtos de origami do casal Miyuki e Hideki Murata. Diretamente de Porto Alegre, do Rio Grande do Sul, a Yakami Origami surgiu quando a cachorrinha do casal, Yasmin, ficou idosa, em 2013, e eles perceberam a necessidade de trabalhar em casa.

“Nós somos netos de japoneses e surgiu a ideia do meu marido de fazer produtos em origami. Nós trabalhamos com origami – ori (dobrar) gami (papel) – e oriuno – uno (tecido).

Já no começo fazíamos lembrancinhas para eventos de empresas e decorações para casamentos, por exemplo”, explica Miyuki. Desde então, o casal trabalha com produtos sob encomendas.

As opções são variadas, desde lembrancinhas até buquês de casamento e decorações com arranjos de flores e vitrine com as dobraduras. Todas as opções podem ser encontradas no instagram @yakamiorigami.

Darama de origami, um talismã que representa sorte e realizador de desejos, um símbolo de perseverança – Foto: Leo Munhoz/NDDarama de origami, um talismã que representa sorte e realizador de desejos, um símbolo de perseverança – Foto: Leo Munhoz/ND

Feliz de estar mais uma vez presente no Tanabata Matsuri de Florianópolis, Miyuki presenteou a reportagem com um Darama de origami, um talismã que representa sorte e realizador de desejos, um símbolo de perseverança.

Com a mensagem, “Caia 7 vezes, mas levante 8”, o Daruma demonstra a força de vontade do casal Murata, que precisou se reinventar, e hoje vivem através de seus antepassados.

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