A Academia Catarinense de Letras divulgou nota de pesar pelo falecimento do artista, poeta e escritor Rodrigo de Haro, titular da cadeira 35, ocorrido hoje em sua residência na Lagoa da Conceição, vítima de problemas cardíacos. Tinha 82 anos de idade.
Artista dos mais talentosos e premiados em Santa Catarina e no Brasil, consagrado poeta humanista de grande sensibilidade e extraordinária sensibilidade, Rodrigo era também escritor de excepcional criatividade literária. E projetou-se no Estado e no Brasil como um dos catarinenses mais eruditos.
Cardiologista Mário Mussi durante décadas assistiu o artista – Foto: Moacir PereiraSeu corpo será velado nesta sexta-feira, dia 2 de julho, entre 10,00 e 13,00 horas, na Capela B da Funerária Capital, seguindo-se o sepultamento no Cemitério São Francisco de Assis, em Itacorobi.
O acadêmico e poeta Artêmio Zanon transmitiu seu pesar, escrevendo: “Seres humanos do quilate de Rodrigo de Haro não morrem; miúdam de vida para serem eternamente vividos.”
O historiador e acadêmico Jali Meirinho proclamou, com sentimento de grande perda para o Estado: “Rodrigo de Haro foi um dos maiores de sua geração, inteligência catarinense em dois séculos”.
A professora e acadêmica Lélia Nunes, assinalou: “Rodrigo de Haro era grande! Grande em todos os sentidos. Imortal na qualidade estética e ética de sua obra. “
O escritor e professor Miro Morais destacou que hoje “é um dia de grande tristeza”. Escreveu: “Esta é uma notícia que me abala. Mais um querido confrade que deixarei de ter neste plano terreno. Rodrigo de Haro, o doce amigo desde nossas adolescências, partiu e deixa umais um grande vazio humano”.
O romancista Godofredo de Oliveira Neto, que atua e reside no Rio de Janeiro, também titular da Academia Catarinense de Letras, afirmou: “Um vazio imenso. Ficam as obras. Essas eternas.”
O acadêmico Gilberto Callado de Oliveira destacou: “Rodrigo, um dos maiores intelectuais que o nosso Estado já teve, pintor assemelhado da arte medieval, poeta penetrante dos mistérios da vida, filósofo de tradição e sobretudo um grande amigo”.
Deonisio da Silva também lamentou a perda do amigo: “Era autor de obra original, na literatura como nas artes. Há mais de 40 anos seus trabalhos eram conhecidos e reconhecidos em São Paulo”
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