Está aqui, no Blog, e também no canal no YouTube da Midas Music, a versão ao vivo de “Dia Lindo”, do show histórico de 30 anos do Dazaranha no Largo da Catedral em 8 de outubro de 2022.
No Spotfy da banda, os fãs também vão conferir as versões ao vivo das músicas “Salão de Festa a Vapor”, “O Mané”, “Chega Mais Cedo” e “Com ou Sem”.
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Banda Dazaranha lança novo single hoje no Youtube – Foto: Tóia Oliveira/Reprodução/NDAssista “Dia Lindo” Ao Vivo
“Dia Lindo”, Dazaranha, show de 30 anos. Outubro de 2022 – Vídeo: dazaranha_30_anos_-_dia_lindo (720p)
Ouça o EP “Dazaranha 30 anos” (Ao Vivo)
Eu não estava presente naquele sábado que reuniu mais de 20 mil pessoas para celebrar a maior banda deste Estado. Por questões de saúde na família eu tive que me ausentar.
Foi dolorido porque a minha devoção ao Dazaranha começa no marco zero da banda, lá em 1993.
Começava o ano eu estava na cidade para cursar o intensivo de pré-vestibular no Geração. Aluguei junto com um primo e dois amigos um apartamento no edifício Cezzane, na Felipe Schmidt, no Centro.
Nós morávamos no oitavo andar e acabamos conhecendo dois camaradas, estudantes de Educação Física da UDESC, que residiam no segundo andar.
Duas figuraças, uma delas era o Moriel Costa. Cara cativante, manezinho maroto e piadista. Ele tinha uma banda de um nome estranho que estava começando: Dazaranha.
Eu e meu primo, o Alexandre, hoje engenheiro da Petrobrás e também devoto do Daza, acabamos nos apegando ao Moriel e, claro, à banda, acompanhando uns ensaios improvisados (um inclusive no nosso apartamento) e algumas apresentações.
Uma dessas apresentações foi justamente num final de tarde, no Largo da Catedral. Aquele ajuntamento de uma galera ainda não tão volumosa formada mais por amigos e alguns fãs.
Tudo muito descontraído, o povo ali ao redor deles, a vida acontecendo naquela aceleração de sempre no Centro.
Era tão tranquilo que, ao final das apresentações, Moriel e o Gerry Costa (irmão e percussionista) abriam uma roda de capoeira.
Mas o som já era diferente. Tinha aquele “mojo” original de uma banda que já estava fazendo história. Eu, moleque, estudante lascado, nem imaginava o que aconteceria dali adiante e já me dava por feliz.
Foi naquele ana que eu decidi que entraria para a faculdade de Jornalismo.
Me reencontrei com o Daza 10 anos depois, eu já formado e a banda estourada. Dali em diante foram muitos e muitos textos, shows e uma admiração que não tem fim.
Como jornalista, poder testemunhar uma história como essa acontecendo praticamente no seu “quintal”, tão próxima e pessoal é uma dádiva.
O fã não surgiu lá atrás. Esse cresceu junto com o jornalista, no ofício e na admiração de uma banda que venceu com profissionalismo, resiliência, fé, originalidade e conexão sincera com a sua gente.
Ao receber essa versão de “Dia Lindo”, ao invés de assistir eu optei por botar o fone, fechar os olhos e me deixar levar lá para aquele mesmo Largo, só que em 1993. O coração soluça!
Na sequência, eu assisti o vídeo com o registro do show do ano passado. Um review de um ciclo poderoso de três décadas de quem “correu atrás fazendo o som e encontrou o seu Dia Lindo”!
Convenhamos, quem sou eu na história do Daza! Agora, o espaço que ocupa na minha história e na de uma geração de catarinenses que tem o privilégio de ter uma banda do seu estado para admirar e seguir é imensurável.
Mais Dazaranha por aí
Até o dia 8 de dezembro novos singles ao vivo entrarão no YouTube do Midas Music e nas plataformas da banda.
Cada faixa ganhou também novos arranjos e uma boa “demão” do produtor Rick Bonadio.