Diretor de Florianópolis resgata a história dos Mamonas Assassinas para as telonas

Edson Spinello conta sobre a colaboração dos familiares, a dificuldade de gravar em Guarulhos e um episódio 'sobrenatural' que aconteceu no set de gravação

Daiane Nora Florianópolis

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Nos anos 90, uma banda irreverente conquistou milhões de brasileiros com músicas hilárias, personalidades cativantes e seu jeito peculiar de se vestir. Os Mamonas Assassinas, em menos de 8 meses de uma fama meteórica, partiram tragicamente, deixando uma legião de fãs órfãos. Com o objetivo de resgatar esta história, o diretor nascido em Florianópolis Edson Spinello dirigiu o filme “Mamonas Assassinas – O impossível não existe”, que estreia dia 28 de dezembro nos cinemas.

Cena do filme Mamonas Assassinas mostra os cinco integrantes da bandaCena do filme Mamonas Assassinas – O impossível não existe – Foto: @edumoraes/ND

A produção do filme contou com a colaboração ativa dos familiares dos membros da banda, que ajudaram a contar a história com mais veracidade e amor. O set de gravação contou com a presença quase constante dos pais de Dinho, a irmã de Júlio, assim como a família de Beto, que segundo Spinello, “trouxeram muito sentimento e aconselharam a ajustar algumas falas, porque lembravam como havia sido”. Além disso, os familiares emprestaram roupas e instrumentos originais dos integrantes para dar mais autenticidade à produção.

O diretor Edson Spinello, nascido em Florianópolis – Foto: NDO diretor Edson Spinello, nascido em Florianópolis – Foto: ND

Atores músicos

Um diferencial deste filme em relação a muitas cinebiografias é que os atores não se limitam a dublar as músicas, mas efetivamente as interpretam. Por isso, a escolha do elenco foi meticulosa, baseada não apenas nas habilidades de atuação, mas também em suas capacidades de cantar e tocar. De acordo com Spinello, o ator que interpreta Dinho, além de músico, é muito parecido com o membro da banda: “Quando Valquíria, mãe do Dinho, viu o ator, ela disse que parecia que estava vendo seu filho de novo e começou a chorar”.

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Foto mostra Dinho e o pai sentados com uma revista na mãoCena em que Dinho chama o pai para ver a capa da revista que ele saiu – Foto: Edu Moraes

Cenários reais

Além disso, o diretor de Florianópolis optou por filmar em cenários reais e escolheu Guarulhos como palco para suas gravações. Spinello destacou como o orgulho dos integrantes dos Mamonas Assassinas por sua cidade natal influenciou nessa escolha, apesar dos desafios significativos que a decisão trouxe para a produção. “Era muito difícil, porque a cada minuto e meio passava um avião. Eu tinha que esperar o avião passar para voltar a gravar. Mas tinha que ser lá”.

Cena mostra os integrantes dos Mamonas Assassinas dentro da brasília amarelaCena em que os integrantes dos Mamonas Assassinas estão na brasília amarela – Foto: Edu Moraes

Energia dos Mamonas Assassinas

O diretor de Florianópolis contou que a energia dos Mamonas permeou o set de gravação durante toda a produção do filme. Spinello relatou um episódio marcante, no último dia de filmagem, quando um temporal causou um curto-circuito, deixando apenas um spot verde iluminando exatamente a famosa brasília amarela. “Tem gente que vai dizer que é coincidência. Pra mim foi um sinal de que os Mamonas estavam ali ajudando e protegendo a gente”.

Cena em que Dinho está dirigindo a brasília amarela – Foto: Edu MoraesCena em que Dinho está dirigindo a brasília amarela – Foto: Edu Moraes

Spinello destaca que o objetivo do filme é lembrar ao público o lado divertido e leve dos Mamonas Assassinas, “pras pessoas cantarem, se emocionarem e conhecerem mais da história dos meninos”. De acordo com o manezinho, é o momento do Brasil resgatar heróis e voltar a ter esperança: “Essa leveza de tocar e de tratar certos assuntos como eles tratavam sem magoar ninguém é rara, por isso eles fazem sucesso até hoje”.

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