Hello, Leitores!!! Com o intuito de trazer mais arte e cultura para os meus leitores e deixá-los antenados sobre o que está rolando por aqui. Hoje, dia 31 de maio, pela primeira vez o artista Giba Duarte apresenta em uma exposição individual na Fundação Cultural Badesc, aqui em Floripa, o Prólogo Sobre Experiência Coletiva, selecionada no Edital 2022, assim denominado.
A entrada é gratuita, as portas se abrem a partir das 18h30 e a Fundação fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Floripa.
O Eles, detalhe do trabalho de Giba Duarte na exposição Prólogo Sobre Experiência Coletiva. -Reprodução: Crédito Giba Duarte/Divulgação/NDGiba contou em primeira mão para o Mundo Maria que a mostra é uma instalação inédita e formada por fotografias (algumas pessoais), objetos têxteis, vídeos, desenhos, bordados, pinturas, máscaras e pequenos objetos.
SeguirEle ainda me disse que a exposição sugere um ambiente de ocupação coletiva, de oficina, de ateliê. Isso, de acordo com o artista, tenciona a ideia de que há pouco algo aconteceu. O que resulta numa atmosfera de prática ao ambiente e que, em algum momento, pessoas e coletivos irão ativar a instalação.
“Por tratar meu trabalho como uma espécie de escrita expansiva, penso essa instalação como um prólogo, por ser uma mostra que contém outras vozes e escritos, com a presença de trabalhos colaborativos e feitos em ambientes coletivos”, destaca Giba.
A concepção da exposição
Giba me contou que desde 2017 está desenvolvendo e vivenciando práticas coletivas, que são a espinha dorsal da pesquisa.
“Em 2020, fiz o primeiro experimento desse formato de escrita com trabalhos colaborativos na Galeria Humana em Chapecó, onde instalei trabalhos autorais e colaborações para a cidade e o entorno afetivo que envolvia o ambiente da galeria”.
O artista diz que de lá para cá segue experimentando outras parcerias e práticas artísticas, muitas delas no primeiro ano pandêmico e, agora, apresenta essa produção na Fundação.
A exposição Prólogo Sobre Experiência Coletiva é uma instalação de um conjunto de trabalhos autorais, de processos coletivos e de parcerias com outros artistas e que trata sobre coletividade, vida e longevidade.
“O que mais me agrada na instalação é a ideia de corpo e voz múltipla, que forma uma espécie de Frankenstein, que é um corpo coletivo”, destacou.
Detalhe da exposição do Giba Duarte na Fundação Cultural BADESC. -Reprodução: Crédito Juliano Zanotelli/NDPara Giba, embora a instalação não tenha viés pedagógico, neste momento político, ele acredita ser importante que espaços museológicos acolham trabalhos que versem sobre diversidade, inclusão, posicionamento e ativismo, para que poéticas dissidentes possam ocupar lugares institucionais, de modo a ampliar espaços de representação.
“Expor na Fundação é uma oportunidade importante, ainda mais por ser um espaço que é relevante no circuito catarinense e brasileiro de arte contemporânea”, completou durante a nossa conversa.
Coletive está na exposição de Giba Duarte. -Reprodução: Crédito: Imagem de domínio público/NDUm pouquinho mais sobre o Giba
Já que tive a oportunidade de conversar com ele, resolvi entrar em contato com um de seus professores, Bruno Mendonça, que já havia escrito previamente sobre Giba, para vocês entenderem melhor sobre a trajetória do artista:
“Giba é um artista com uma formação transdisciplinar e autodidata. Nascido no Rio Grande do Sul, vive e trabalha entre Florianópolis e São Paulo. Giba, que é co-idealizador da Coletiva Açu, desenvolve uma pesquisa de escrita expansiva desde 2008, onde constrói narrativas e instalações em suportes diversos como: escrita, ilustrações, vídeos, fotografias, performances, bordados, objetos têxteis, desenho e indumentária.
Nessa narrativa expansiva, Giba propõe uma espécie de escrita espacializada que se desdobra em instalações, ambiências, intervenções, colaborações, entre outras, normalmente formadas por uma grande variedade de linguagens como bordados e outras técnicas têxteis, fotografias, desenhos, gravuras e outros formatos impressos: livros de artista, sketchbooks, peças sonoras, vídeos, esculturas, assemblages, entre outros.
Essa escrita quase psicanalítica sobre um “eu-lírico” promove um tipo de reconciliação com sua história e memória e é atualizada o tempo todo nestes projetos. O artista reescreve, sublinha, rasura, sobrepõe e edita esse texto a cada novo “capítulo”- forma conceitual como poderíamos nos aproximar de seus projetos.
Essa “outra literatura” proposta por Giba Duarte é extremamente existencialista e filosófica, ou seja, vai para além do fator “psicologizante”. O artista parece querer nesta eterna escrita refletir sobre um ‘homem’ apontando de forma sutil para questões religiosas, éticas, políticas e culturais.”
Serviço:
- Abertura exposição Prólogo Sobre Experiência Coletiva de Giba Duarte
- Data: 31 de maio – terça-feira
- Horário: 18h às 20h30
- Local: Fundação Cultural BADESC (Rua Visconde de Ouro Preto, 216 – Centro Florianópolis/SC)
- Visitação de 1º de junho a 15 de julho de 2022 – de segunda a sexta, das 13h às 19h
- Entrada gratuita