Após três meses de suspensão, a prefeitura de Joinville retomou o edital para a elaboração do projeto de restauração da Cidadela Cultural Antárctica, importante espaço da arte e cultura na cidade.
Edital para projeto de restauração da Cidadela Cultural Antárctica foi retomado – Foto: Fabrício PortoO edital havia sido lançado em julho e previa o valor máximo de R$ 1,3 milhão para a elaboração do projeto de restauração, que deveria incluir aspectos como diagnóstico arqueológico, prevenção de combate a incêndio, comunicação visual e projeto de restauração do complexo.
No entanto, três meses depois, em agosto, o edital foi suspenso pela prefeitura. O município informou que precisava fazer alterações no tramite, uma vez que ele não incluía os prédios que ficam na parte de trás do terreno e nem as alterações na estrutura causadas pelo incêndio que atingiu um dos prédios há oito meses.
SeguirDe forma geral, pequenas alterações são permitidas com o edital já publicado. No entanto, as mudanças necessárias nesse caso seriam mais impactantes e, por isso, o edital precisou ser suspenso para revisão.
Parte da Cidadela Cultural Antárctica pegou fogo em março desde ano- Foto: Ricardo Fortuna/NDNesta semana, o edital foi relançado com valor estimado mais de três vezes menor: agora, o valor máximo para contratação é de R$ 384.939,65.
Isso porque, anteriormente, o edital previa itens como projeto executivo de restauração, projeto de instalações elétricas, luminotécnico, de telecomunicações e segurança, projeto de comunicação visual, prevenção e combate a incêndio.
Agora, com a errata, os serviços elaborados compreendem apenas o diagnóstico arqueológico, de levantamento do complexo e seus bens materiais e imateriais e um memorial descritivo.
A prefeitura de Joinville informou que a mudança se deve à necessidade de ter o diagnóstico antes de fazer o projeto. Dessa forma, depois da conclusão do edital atual, outro deve ser aberto para a elaboração dos projetos de restauração.
A Cidadela Cultural Antárctica abriga e Ajote (Associação Joinvilense de Teatro) e pela Aaplaj (Associação de Artistas Plásticos de Joinville), além de peças do acervo do Museu de Arte de Joinville.