Entidades reagem ao tombamento provisório do Centro de Florianópolis

Câmara de Dirigentes Lojistas e Movimento Floripa Sustentável manifestam indignação e repúdio contra medida que afeta todo o triângulo central da cidade

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A Câmara de Dirigentes Lojistas e o Movimento Floripa Sustentável reagiram ao tombamento provisório da região central da Capital, que vai da cabeceira da ponte Hercílio Luz até o limite do Hospital de Caridade, seguindo pela face oeste do Morro da Cruz até perto do cruzamento da avenida Mauro Ramos com avenida Beira-Mar Norte.

A medida passou a valer com a admissibilidade, pela Fundação Catarinense de Cultura, de um processo protocolado pelas arquitetas Vanessa Pereira e Fátima Althoff que pede a proteção dessa área como patrimônio estadual. Na prática, significa que qualquer obra naquele triângulo precisa ter aval da FCC.

Mapa mostra a área da região central da Capital que está tombada provisoriamente pela FCC – Foto: Divulgação/NDMapa mostra a área da região central da Capital que está tombada provisoriamente pela FCC – Foto: Divulgação/ND

“É no mínimo inaceitável que uma decisão tão impactante como esta tenha sido acatada por meio da solicitação de duas pessoas, em detrimento a contraposição de diversas entidades e, que impactará de forma direta e indiretamente em mais de 200 mil pessoas, dentre elas todos os proprietários de imóveis comerciais e residenciais, assim como empresas já estabelecidas e seus proprietários e funcionários”, criticou a CDL, presidida por Marcos Brinhosa, em nota oficial.

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Para a entidade, “os impactos são terríveis para a dinâmica” do Centro da cidade. “Qualquer pessoa ou empresa que necessite reformar, precisará de uma autorização especial da FCC e, perguntamos: a instituição possui estrutura humana, técnica e física para atender a todas essas solicitações, num prazo minimamente aceitável?”, questiona a entidade.

Na avaliação da direção da CDL, “a atitude do governo do Estado, por meio da FCC, dá claramente a conotação de uma ação de retaliação pelo tumultuado processo de revitalização da região leste do Centro Histórico da Capital, em tramitação na justiça – caso dos ‘famosos’ paralelepípedos“. A nota ainda cita a iniciativa como “descabida e infeliz”.

Integrado por 45 entidades, o Movimento Floripa Sustentável manifestou “repúdio e indignação” com o tombamento provisório

“Ora, o que não se pode fazer é ‘punir’ ou ‘retaliar’ todos os cidadãos e proprietários – sejam públicos ou privados – de imóveis de uma área tão extensa em virtude da discussão da permanência ou não de paralelepípedos em volta da nossa querida “praça da Figueira”.

Na verdade, toda a cidade será ‘punida’ ou ‘retaliada’, porque terá seu centro – e não apenas o histórico – ‘engessado’ por um período que pode levar anos e anos”, protestou o movimento, que afirmou estar mobilizando as entidades e abrindo o diálogo com a prefeitura, a Câmara de Vereadores e  própria FCC para que sejam tomadas providências para reverter a situação.