Paisagens das nove ilhas que compõem o arquipélago de Açores foram retratadas pelo arquiteto, fotógrafo e programador visual Joel Pacheco.
As imagens repletas de beleza e cor podem ser conferidas na Exposição Fotográfica “Paisagem Açoriana”, aberta nesta quarta-feira (8), na Galeria de Arte do Mercado Público de Florianópolis.
Exposição Fotográfica “Paisagem Açoriana” foi aberta nesta quarta-feira (8). Na foto, o fotógrafo Joel Pacheco (à esquerda) e Sérgio Luiz Ferreira, presidente da Casa dos Açores de Santa Catarina – Foto: Leo Munhoz/NDAutoridades prestigiaram o lançamento embalado por músicas tradicionais da Ilha de Santa Catarina. Um laço desatado simbolizou a abertura da exposição, que pode ser visitada até o dia 20 de junho, das 12h às 18h, na sala José Cipriano da Silva. A entrada é gratuita.
SeguirSão 27 fotografias que mostram cenários das ilhas São Miguel, Terceira, São Jorge, Santa Maria, Pico, Faial, Graciosa, Flores e Corvo.
A minuciosa seleção de imagens das paisagens naturais, praticamente todas inéditas, resulta de incursões às nove ilhas realizadas em 2018.
“Sou descendente de açorianos e cada vez que vou às ilhas fico encantado. É como se estivesse em casa. Trazer essa amostra, prestes a comemorar os 275 anos da chegada dos açorianos no Litoral catarinense, é muito importante. Estou honrado de abrir a exposição na cidade em que nasci e que chamo de ‘décima ilha’”, diz o fotógrafo, se referindo à Ilha de Santa Catarina.
O historiador, professor e pesquisador do NEA (Núcleo de Estudos Açoriano) da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Francisco do Vale Pereira, aponta que é a exposição é uma forma de divulgar as Ilhas de Açores como local de turismo e também de manter acesa a “açorianidade” do Litoral catarinense.
“É um sentimento de pertencimento a uma cultura que veio com os açorianos e aqui se solidificou e permaneceu durante esses 275 anos. Hoje, a vida no Litoral do Estado é muito parecida com a vida que se vive nos Açores”, conta.
Realização do Grupo ND
A exposição “Paisagem Açoriana” é realizada pelo Grupo ND e faz parte do projeto “Viva Açores, conhecer é viver!”.
O presidente do Grupo ND, Marcello Petrelli, explica que o projeto tem por essência usar todos os meios para que as pessoas se sintam pertencentes aos Açores e, assim, instigá-las a conhecer mais a região.
“Nada melhor do que a fotografia para isso. O Joel já foi várias vezes para os Açores e conhece bem a localidade. Trazer essa exposição é uma oportunidade de estimular as pessoas a observarem os registros e aproximá-las dos Açores”, disse.
Laço desatado simbolizou a abertura da exposição – Foto: Leo Munhoz/NDPara o diretor regional do Grupo ND em Florianópolis, Roberto Bertolin, é uma satisfação promover um evento que valoriza as raízes do povo catarinense.
“As imagens trazem um sentimento de pertencimento para quem é descendente de açorianos. O olhar do Joel foi muito feliz e trouxe belas imagens até nós. Quem conferir, vai ter a oportunidade de se sentir como se estivesse nos Açores. É uma ‘viagem’, de certa forma”, compara o diretor.
“Paisagens fascinantes”
A exposição fotográfica “Paisagem Açoriana” tem o patrocínio do Sinepe/SC (Sindicato das Escolas Particulares de Santa Catarina) e Shopping Casa & Design e apoio do Mercado Público de Florianópolis, Galeria de Arte do Mercado Público – Sala José Cipriano da Silva, Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes e Prefeitura de Florianópolis.
Para o prefeito, Topázio Neto, levar a exposição para o Mercado Público da cidade é significativo e facilita o acesso das pessoas.
“As pessoas transitam pela região e a galeria serve para a arte e a cultura de maneira geral. É muito importante que esta exposição esteja acontecendo no Mercado e já estamos trabalhando no projeto dos 275 anos da presença açoriana no Estado”, antecipa o prefeito.
Cláudio Lange Moreira, assessor da diretoria do Sinepe/SC, diz que as fotos das paisagens são fascinantes. “Para nós, do sindicato, é uma honra poder abraçar um projeto como este desde o início. Não tem quem não fique curioso com a localidade e com vontade de conhecer as ilhas”, revela.
Sérgio Luiz Ferreira, presidente da Casa dos Açores de Santa Catarina, considera que a exposição tem um significado especial porque Pacheco conhece profundamente as nove ilhas açorianas.
“Ele tem um olhar que é de alguém que realmente conheceu as ilhas. Essa exposição mostra a beleza dos Açores e o quanto a natureza de lá é algo que nos deixa muito admirados”, afirma.
Abertura da exposição – Foto: Leo Munhoz/NDA administradora do Mercado Público de Florianópolis, Roseli Pereira, diz que a exposição é uma oportunidade para o turista conhecer as origens do povo que formou a cidade.
Além disso, para Pereira, o evento cultural é uma ponte entre Portugal e os descendentes de açorianos que aqui vivem.
“Trazer a exposição para o Mercado, que é o local onde encontramos a diversidade da cultura manezinha, e poder vivenciar essa exposição, é fundamental para levarmos conhecimento às pessoas”, aponta.
O superintendente da Fundação Franklin Cascaes, Marcio Manoel da Costa, considera que a exposição é um marco para todos os eventos que a entidade planeja para o próximo ano, quando se celebram os 275 anos da presença açoriana no Estado.
“Vida longa à cultura de Florianópolis e à valorização de nossas raízes”, comemorou o superintendente.