Epidemia Zumbi e drama indígena representam SC na Mostra de Cinema de Tiradentes (MG)

Os curtas "Eles não são estrangeiros", de Pedro Bughay, e "Aqui onde tudo acaba", de Cláudia Cárdenas e Julce Filho vão representar Santa Catarina na 27ª Mostra de Cinema de Tiradentes (MG)

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A 27ª Mostra de Cinema de Tiradentes (MG), uma das mais importantes do país, abre na sexta-feira (19) e pelo menos duas produções representarão Santa Catarina neste ano.

São os curtas-metragens “Eles não são estrangeiros”, de Pedro Bughay Aceti, e “Aqui onde tudo acaba”, de Cláudia Cárdenas e Julce Filho.

Curta-metragem “Eles não são estrangeiros” é uma ficção dirigida e produzida por Pedro Bughay Aceti. Filme rodado em Balneário Camboriú será exibido na 27ª Mostra de Cinema de Tiradentes (MG) – Foto: DivulgaçãoCurta-metragem “Eles não são estrangeiros” é uma ficção dirigida e produzida por Pedro Bughay Aceti. Filme rodado em Balneário Camboriú será exibido na 27ª Mostra de Cinema de Tiradentes (MG) – Foto: Divulgação

“Eles não são estrangeiros” é uma ficção produzida e dirigida pelo professor da Univali Pedro Bughay e conta a história de uma comunidade no Sul do Brasil que tem que lidar com um vírus mortal que transforma seus habitantes em “zumbis”.

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O detalhe curioso da trama é que o flagelo só atinge as pessoas descendentes de europeus.

O curta foi rodado na cidade Balneário Camboriú e contou com mais de 40 profissionais, entre atores, equipe técnica e estagiários.

Foi lançado em 2023 e foi viabilizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura do município.

Trata-se do quarto curta-metragem de Bughay, que também já é um ativo participante do circuito de festivais nacionais.

“Aqui onde tudo acaba”, de Cláudia Cárdenas e Julce Filho, é outro curta catarinense selecionado para a Mostra de Cinema de Tiradentes (MG) – Foto: Divulgação“Aqui onde tudo acaba”, de Cláudia Cárdenas e Julce Filho, é outro curta catarinense selecionado para a Mostra de Cinema de Tiradentes (MG) – Foto: Divulgação

Experiência que também não falta à outra dupla catarinense presente na Mostra de Tiradentes. Cláudia Cárdenas e Julce Filho são dois experientes profissionais do cinema.

Curta leva drama da cultura indígena para a Mostra de Tiradentes

Cláudia também é professora e é idealizadora da mostra de cinema experimental Strangloscope, que acontece há anos em Santa Catarina.

“Aqui onde tudo acaba” une ficção e documentário para tratar da história de uma cultura indígena em extinção.

A dupla foi até a aldeia Bugio, do povo Laklãnõ/Xokleng, em José Boiteux (Alto Vale do Itajaí), para acompanhar a luta daquele povo para reavivar suas memórias originárias frente ao “apagamento” da influência colonizadora.

“Aqui onde tudo acaba” foi exibido em diversos festivais do Brasil e fora, onde conquistou importantes premiações. Na página do filme no Instagram há diversas menções sobre os festivais que exibiram o curta.

A Mostra de Cinema de Tiradentes vai até o dia 27 de janeiro, com programação totalmente gratuita e exibirá 145 filmes com diversas temáticas, incluindo de produções experimentais a grandes filmes nacionais.

Produtores, diretores, atores, atrizes, enfim, toda a comunidade cinematográfica e do audiovisual do Brasil e Exterior passarão pela histórica cidade mineira. O evento marca a abertura oficial do calendário cinematográfico no país.

Para saber mais e conferir a programação completa acesse o site da Mostra de Cinema de Tiradentes.

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