É, Toquinho! Foi-se o tempo daquela Floripa “refúgio” para quem fugia do Carnaval. Difícil hoje é você encontrar alguém na cidade que passou incólume à folia.
Essa história eu ouvi há poucos dias do meu amigo Júlio Pegna e compartilho com vocês nesta Quarta-Feira de Cinzas.
Júlio trabalhava na agência de viagens da família em São Paulo. Isso era década de 1990. Ele atendeu a um grupo de “gringos” que chegaram à cidade. Eram europeus, o país eu não me recordo.
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Cantor, compositor e arranjador Toquinho costumava fugir do Carnaval se refugiando em Florianópolis na década de 1990- Foto: Fotos PúblicasUm deles disse que precisava encontrar um amigo musico, o Toquinho. Deram até um telefone para Júlio entrar em contato. “Quando eu liguei, meio incrédulo, percebi que foi o próprio Toquinho quem atendeu e confirmou que conhecia o amigo”.
Armado o convescote, nosso amigo pegou o grupo e os levou até a casa do Toquinho, numa cidade nas cercanias de São Paulo. Lá passaram o dia, até jogaram futebol, os gringos e Toquinho tocaram, enfim.
Carnaval não é a praia do nobre Toquinho
Até que o anfitrião disse que precisava se retirar pois tinha uma viagem ao final da tarde. Júlio se prontificou a deixa-lo no aeroporto, já que era caminho. Toquinho agradeceu a gentileza, mas disse que já tinha quem o levasse.
Júlio perguntou se ele iria fazer algum show de Carnaval.
“Rapaz. Eu não gosto de Carnaval!”, disse Toquinho rindo. “Eu sempre aproveito para ficar longe, sossegado”, completou.
“Mas você vai para onde?”, questionou o nosso amigo!
“Ah, eu vou para Florianópolis!”, asseverou o autor de “Aquarela” e que eternizou “Manhã de Carnaval” e “Escravo da Alegria”.
Já não mais, Toquinho! A não ser nos palcos.