A avenida Jornalista Rubens de Arruda Ramos, mais conhecida como avenida Beira-Mar Norte, é uma das vias mais icônicas de Florianópolis. A extensão oferece uma das paisagens urbanas mais bonitas da Ilha de Santa Catarina.
Avenida Beira-Mar Norte, no Centro de Florianópolis, atualmente – Foto: Leonardo Sousa/PMF/Divulgação/NDUma publicação do perfil floripanazantigas no Instagram mostra duas fotos da avenida Beira-Mar Norte em diferentes momentos. A primeira é um registro feito no início da década de 1980, quando a avenida recebia uma faixa adicional, ciclovia e um espaço para caminhada. A segunda imagem mostra o mesmo trecho nos dias atuais.
O historiador Rodrigo Rosa contou ao ND+ que, à época, a avenida não tinha toda a extensão que tem hoje. Além disso, a poluição era ainda mais presente. Não havia o costume de caminhar pela região pois o cheiro era muito ruim e espantava os pedestres.
SeguirOs primeiros movimentos de aterro da região, que permitiu a construção da avenida Beira-Mar Norte, aconteceram no final dos anos 1960 e início da década de 1970. O aterro ia da Ponta do Coral até um pouco antes da passagem por baixo da Ponte Hercílio Luz.
Antes da construção do aterro, a região chamada de praia de Fora, hoje entorno da rua Bocaiúva, era repleta de chácaras onde os mais abastados da cidade passavam os finais de semana.
Segundo Rosa, a Beira-Mar rompe o limite da Ponta do Coral no começo dos anos 1980. Para movimentar e valorizar o novo trajeto, o governo do Estado constrói o CIC (Centro Integrado de Cultura).
Em paralelo à expansão da Beira-Mar, projetos urbanizadores começaram a ser aprovados. Conforme o historiador, ao longo das décadas de 1970 e 1980, diversas leis incentivam a construção de prédios residenciais cada vez mais altos, além do comércio.
Veja fotos antigas da Beira-Mar Norte:
“A avenida Beira-Mar Norte seria inicialmente um tronco de ligação entre o Centro Histórico e comercial e bairros estratégicos, como o universitário. Uma via rápida ocupada por prédios de apartamentos e alguns equipamentos, como o CIC, estrategicamente instalados ao longo dela”, descreve Rosa.
A partir dos anos 1990, com a ampliação da estrutura de trânsito de pedestres, estacionamentos, a diminuição da poluição da Baía Norte, instalação de semáforos e arborização, a via vai se transformando, sendo ocupada por inúmeras atividades.