Unidas pela dança: avó e neta se apresentam juntas no festival de Joinville

Mais de quatro décadas separam Alice Araújo e a avó, Marilda Rodrigues; a dança, no entanto, uniu as duas gerações da família

Sofia Mayer* Joinville

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Encarar os palcos do Festival de Dança de Joinville – o maior do mundo – é uma experiência que marca a vida de bailarinos. Quando a estreia une duas gerações de uma só família, então, a emoção fica ainda mais difícil de ser contida.

Avó passou a acompanhar a neta nas dançasAvó passou a acompanhar a neta nas danças – Foto: Dani Lando/NDTV

Pois é isso que vai acontecer com a adolescente Alice Araújo, de 14 anos, e a avó, Marilda Rodrigues, de 55. Mesmo separadas por mais de quatro décadas, a dança as une de um jeito único: elas se preparam para se apresentaram juntas na noite desta sexta-feira (8).

Foi a neta, inclusive, que incentivou e convenceu a avó a perder a timidez e encarar os palcos alternativos do festival.

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“Deu um nervoso, mas foi maravilhoso. Uma experiência ímpar”, conta Marilda. Além da possibilidade de estreitar relações com a neta, a arte tem sido um importante aliado na pandemia. “Representa a minha saúde física e mental nesses tempos difíceis”, completa.

A adolescente garante que, desde que a avó se deixou levar pelos movimentos, tem a percebido mais feliz. “É uma coisa que a motiva, então, acho muito bom”, comenta.

Neta incentivou Marilda a entrar no mundo da dançaNeta incentivou Marilda a entrar no mundo da dança – Foto: NDTV/Reprodução/ND

Aos 55 anos, a aposentada arrisca coreografias em estilos como jazz, ritmos, dança do ventre e de salão.

As duas fazem parte do grupo Mar Ritmo, de São Francisco do Sul, Litoral Norte de Santa Catarina, que se apresenta pela primeira vez nos palcos abertos do Festival de Dança.

“Eu danço na Mar Ritmo há muito tempo, e, desde o inicio, a minha avó me acompanhou, sempre vendo as minhas apresentações”, comenta Alice. “Ela começou a ensaiar comigo em casa uns passos e ficou interessada”, relembra. Ela levou a avó para uma aula experimental e não saiu mais de lá.

Francine começou acompanhando a filha nas aulas de ballet e acabou se juntando à turmaFrancine começou acompanhando a filha nas aulas de ballet e acabou se juntando à turma – Foto: Dani Lando/NDTV

Marilda não foi a única que se inspirou no exemplo da geração mais nova. A pequena Catarina, de apenas três anos, que faz aulas de ballet, também é responsável por levar mãe aos palcos.

“Eu comecei a dançar porque estava lá no espaço, fiz uma aulinha, duas… quando vi, estava fazendo coreografias e disse: vou ficar!”, relata a mãe da menina, Francine Miranda.

A família, apaixonada pela dança, está crescendo. Francine está grávida e pretende continuar se movimentando ao som da música. “É um sentimento agora em dose tripla, porque a dança veio delas para mim, né? Hoje eu me sinto realizada”, completa.

*Com informações de Dani Lando, repórter da NDTV Joinville