Bruno de Oliveira da Silva é historiador e fotógrafo.
Além disso é doutorando no Programa de Pós-Graduação em Turismo e Hotelaria no campus da Univali em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina.
Silva recebeu uma carta bastante especial na sexta-feira (24) diretamente do Vaticano sobre tua tese de doutorado que está em desenvolvimento.
SeguirAtravés da fotografia artística, Bruno explora em seu trabalho, a ressignificação de visualidades em sítios históricos em Missões Jesuíticas Guaranis no Brasil, Argentina e Paraguai.
No começo de março, a carta foi enviada ao Papa Francisco, para informar sobre a realização desse trabalho em regiões que estão ligadas a história da Igreja Católica e da colonização da América.
Detalhe da carta recebida por Bruno com timbre da Secretaria de Estado do Vaticano – Foto: Ana Carolina Grutzmann/Divulgação/NDVale lembrar que o papa argentino inclusive faz parte da ordem dos padres jesuítas, a Companhia de Jesus.
As obras fotográficas ainda não foram divulgadas pelo historiador, mas correspondência encaminhada ao Vaticano, algumas prévias foram anexadas como presentes ao Papa.
Papa Francisco durante as celebrações dos 200 anos da companhia de Jesus em 2014 – Foto: Divulgação Jesuítas Brasil/NDA resposta chegou ao Brasil na semana passada, assinada pelo italiano Monsenhor Luigi Roberto Cona, Assessor de Assuntos Gerais da Secretaria de Estado do Vaticano que ressalta o trabalho artístico e o agradecimento do Papa sobre o envio dos registros fotográficos.
A carta ainda pontua que o Papa “não deixará de implorar para o senhor Bruno as mais seletas graças divinas, a fim de continuar – firme na esperança que não desilude”
Francisco concedeu ao doutorando, “seus familiares e a todos os que lhe são queridos, a Bênção Apostólica”.
Considerando como cordial e afetuoso, o retorno que teve do Vaticano, Bruno destacou sua admiração ao Papa que tem trazido reflexões importantes na Igreja Católica como as questões ambientais e indígenas, temas ligados totalmente a sua tese.
Bruno com a carta recebida do Vaticano – Foto: Ana Carolina Grutzmann/Divulgação/NDQuando finalizar o trabalho, Bruno pretende encaminhar uma cópia à Biblioteca Apostólica do Vaticano.
O trabalho deve ser concluído e divulgado por completo no ano que vem.
Através do link, você pode conferir mais detalhes e acompanhar a elaboração dos trabalhos que recebeu o reconhecimento do Vaticano.
Dica do Colunista
Baseado na coluna de hoje, não tenho como lembrar do filme “A Missão” de 1986, uma produção inglesa com Robert de Niro, Jeremy Irons e Liam Neeson no elenco.
Apesar do elenco estrelado e de várias indicações ao OSCAR, o filme não é tão conhecido do grande público.
Padre Gabriel (Jeremy Irons) em meio aos Guaranis em “A Missão” – Foto: Goldcrest/Cannon/WB/Divulgação/ NDCom um trilha sonora impecável do mestre italiano Ennio Morricone, o filme narra a história do Padre Jesuíta Gabriel, interpretado por Irons que vem para América do Sul com a missão de converter os guaranis ao Cristianismo, isso no final do século 18.
De Niro, o diretor Roland Joffé e Irons durante gravações no Rio Grande do Sul – Foto: Goldcrest/Cannon/WB/DivulgaçãoPadre Gabriel ganha além da conversão, um aliado em Rodrigo Mendoza (De Niro) para proteger a missão que ele criou do governo português que quer escravizar os nativos.
O filme teve locações no Rio Grande do Sul e retrata muita coisa relacionada a história do Brasil.
Cada um de nós, tem uma lista de filmes preferidos, considero a “A Missão”, integrante do meu top 10, com toda certeza.
Merece ser conhecido por muito mais gente.
Cena de abertura do filme com Irons e Liam Neeson chegando ao Brasil – Foto: Goldcrest/Cannon/WB/Divulgação