A Império Vermelho e Branco entrou na passarela do Complexo Nego Quirido de Florianópolis por volta das 18h30, deste sábado (18), para defender a biodiversidade das florestas e representar a resistência dos indígenas Yanomami.
Carro da Império Vermelho e Branco – Foto: Cristiano Estrela/Especial para oNDLogo em sua comissão de frente, os guerreiros das tribos invocaram os xapiripes — espíritos auxiliares— para limpar a avenida e permitir a escola de samba passar. “Os Yanomami não vão se curvar”, entoavam o samba-enredo.
Cada ala contou um pouco dos valores, da cultura e da riqueza Yanomami. A primeira mostrou a origem do povo, que atribui sua formação ao relacionamento entre o demiurgo Omama e a filha do monstro aquático Tëpërësiki, que deu origem aos seres humanos. Já Yoasi, irmão do demiurgo Omama, é o responsável pela morte e os males do mundo.
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Comissão de frente da Império Vermelho e branco – Foto: Cristiano Estrela/Especial para oNDA escola também exaltou a relação de respeito do povo, que vive em meio à floresta amazônica, entre o Brasil e a Venezuela, com a água, transmitida por gerações.
O presidente da escola, Jarrie Sestrem, estava na avenida cantando emocionado o samba-enredo, além de incentivar os componentes.
Presidente da império Vermelho e Branco incentiva componentes – Vídeo: Maria Fernanda Salinet/ND
O carro alegórico mostrou uma floresta cheia de mistérios e magia, com uma fauna e flora exóticas, além de retratar os símbolos e as cores predominantes da floresta. Todos dançavam com muita alegria e samba no pé.
Em seguida, a agremiação trouxe a figura do indígena pescador, que usa técnicas variadas para conseguir os peixes de toda a Amazônia. A quarta ala também enalteceu o estilo de vida Yanomami, através da caça e coleta.
A corte mirim apareceu no desfile para representar resistência das crianças indígenas, os curumirins, que têm a missão de manter a cultura viva através da observação dos adultos. As crianças, um pouco tímidas,
No segundo ponto do desfile, a escola mostrou a relação dos indígenas com os brancos, contando um pouco do sofrimento causado pelo garimpo ilegal, cujo mercúrio destrói as plantações e contamina a água dos rios, em um verdadeiro pedido de socorro. O desfile encerrou por volta das 19h15.