A Jardim das Palmeiras abriu a noite de desfiles na avenida do Complexo Nego Quirido, às 17h deste sábado (18), colorindo a passarela com um pouco da história de São José ao celebrar o Teatro Adolpho Mello, a casa de espetáculos em atividade mais antiga de Santa Catarina.
Os sambistas entraram com sorriso no rosto e samba no pé. As bocas entoavam o samba-enredo da Escola com alegria e brilho no olhar.
“Aplausos, fazendo a plateia sorrir e chorar” (…) “Grandes artistas atravessando gerações de mocinhos a vilões”, cantavam todos juntos.
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Escola abriu os desfiles de Carnaval em Florianópolis – Foto: Cristiano Estrela/NDA história deste importante patrimônio cultural foi contada em atos pelos 1.250 componentes, como nas peças teatrais. O primeiro lembrou como o teatro foi desenvolvido no país a partir das influência dos jesuítas, que catequizaram os indígenas por meio da arte.
Em seguida, o palco girou e o segundo ato trouxe uma nova peça. “A Fanfarra Independente dos Românticos” representou a vinda da família real ao Brasil, que estimulou a abertura de vários teatros e, paradoxalmente, fomentou manifestações a favor da Independência.
O terceiro ato emocionou os foliões com detalhes da história josefense. A escola lembrou também o lançamento da Revista Realista no teatro, vista como a época em que questões sociais mais relevantes começaram a ser discutidas.
O momento de exaltar o violinista Adolpho Mello chegou no quarto ato. O carnavalesco Raphael Soares representou o artista principal da noite, que dedicou toda a sua vida à música erudita.
A musicalidade entrou com tudo no quinto ato, com a peça “A República dos Mil e Novecentos”, época em que o teatro deu seu grito de liberdade, mesmo em meio a duras crises políticas.
Com “Aplausos”, a agremiação de São José finalizou o desfile desta noite, agradecendo todos os profissionais que mantém a chama do teatro acesa no Brasil.
Mãe e filha desfilam juntas
A funcionária pública Cecília Belato e a filha Maria de apenas 7 anos desfilaram juntas. No meio da Avenida o acessório do cabelo da pequena caiu, mas a mãe não deixou o samba parar. Arrumou o item enquanto cantava junto com os colegas.
Mãe e fila desfilaram juntas – Foto: Ana Schoeller/ND“Estou gostando bastante, é bem emocionante. Essa é a segunda vez que eu desfilo”, conta.
O desfile encerrou por volta das 18h05 com os sambistas sorrindo e celebrando a alegria do ritmo.