Com mais de 60 anos de existência, a Sociedade Kênia Clube, único clube negro de Joinville, no Norte de Santa Catarina, pode se tornar Patrimônio Imaterial da cidade. E para isso, uma consulta pública está aberta a fim de ouvir interessados em se manifestar sobre o espaço.
Sede do clube em 1968 – Foto: Arquivo Histórico de Joinville/NDO processo de reconhecimento do Kênia como patrimônio imaterial tramita há sete anos e, neste mês, foi aprovado pela Comphaan (Comissão do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Natural do Município de Joinville) para inclusão no Inventário do Patrimônio Cultural Imaterial.
Agora, a consulta pública foi aberta e qualquer pessoa pode participar por meio de um formulário na internet, que ficará disponível até 1º de agosto. Depois disso, o processo volta à Comphaan para a deliberação final e publicação de portaria conferindo o título de Patrimônio Imaterial de Joinville ao espaço.
SeguirA Sociedade Kênia Clube foi criada para driblar o racismo em uma época em que negros não podiam frequentar o mesmo clube que brancos ou, ainda, em que os grupos eram separados em um mesmo local.
Membros do clube prontos para o baile na década de 1960 – Foto: Divulgação/NDLocalizado no bairro Floresta, na zona Sul da cidade, o Kênia é um dos sete clubes negros ainda ativos em Santa Catarina e se consolidou como espaço de lazer, mas também de cidadania ao longo das décadas. É, aliás, o berço da primeira escola de samba de Joinville, a Escola de Samba Amigos do Kênia.