Já se sabe a causa do incêndio na Cidadela Cultural Antarctica, em Joinville, causado em 19 de março: segundo laudo pericial, as chamas foram causadas por ação humana, embora não se saiba se acidental ou propositalmente.
Incêndio atingiu a Cidadela Cultural Antarctica no dia 19 de março – Foto: Secom/NDA Defesa Civil ainda deve realizar um laudo estrutural na edificação, mas a prefeitura de Joinville divulgou ações que devem começar ainda nesta semana para revitalizar o espaço:
- vistoria realizada pela equipe interna, formada por conservadores, historiadores, arquitetos e gestores acompanhados da gerência de Patrimônio da Secult;
- salvaguarda do material ainda existente em áreas que não foram atingidas;
- limpeza no entorno para retirada de escombros e descartes do incêndio;
- continuação dos projetos já realizados desde o início do ano.
“Agora, os trabalhos retomam com ainda mais urgência para seguirmos com as ações emergenciais iniciadas desde janeiro. É o compromisso que assumimos com os joinvilenses”, diz Guilherme Gassenferth, secretário de Cultura e Turismo.
SeguirTambém está prevista a retomada dos processos para contratação de projetos executivos de restauro e de contenção de deslizamento do morro na parte dos fundos.
Galpão dos fundos da Cidadela Antarctica foi tomado pelas chamas – Foto: Ricardo Fortuna/NDRevitalização da Cidadela Cultural Antartica
Segundo a prefeitura de Joinville, uma reestruturação já vem sendo feita na Cidadela Cultural Antarctica desde janeiro.
Entre as novidades estão a construção de banheiros novos, a integração com o Parque das Águas – que ganhou novo parque infantil e teve o paisagismo totalmente renovado, por meio de parceria com a iniciativa privada -, e a desinterdição do galpão da Associação Joinvilense de Teatro (Ajote), que também receberá adequações no banheiro e troca de tablados.
A comunidade poderá aproveitar os espaços entre o galpão reaberto e o da Associação dos Artistas Plásticos de Joinville (Aaplaj) e o local será utilizado também para feiras de rua e eventos culturais e de lazer, quando a redução da gravidade da pandemia permitir. As demais edificações continuarão com acesso restrito.
Ainda nesta etapa do projeto, o local ganhará mais iluminação e reforço na segurança. Essas são demandas antigas da comunidade no entorno da Cidadela e solicitadas novamente em reunião com gestores públicos antes do início dos trabalhos no complexo.