O livro “Transatlântico – As Migrações nos Açores”, de José Andrade, com prefácio de José Manuel Bolieiro, pela editora Letras Lavadas, foi lançado na noite desta quinta-feira (30) na ACL (Academia Catarinense de Letras).
Composta por 50 textos, a obra propõe uma reflexão sobre as migrações no arquipélago açoriano, que visto inicialmente como um cais de partida, também se tornou um porto de abrigo. Ele pode ser adquirido na Livraria Letras Lavadas ou no site da editora.
José Andrade apresentou na noite desta quinta (30) a sua obra na entidade presidida pela escritora Lélia NunesJosé Andrade nasceu na cidade de Ponta Delgada, na Ilha de São Miguel, região autônoma dos Açores. É jornalista e diretor regional das comunidades para o governo dos Açores.
SeguirLançamento do livro
Conforme Andrade, um dos motivos para a vinda a Santa Catarina é o lançamento do livro, que já havia sido apresentado em fevereiro nos Açores.
“Fizemos esta sessão, promovida em conjunto com a Academia Catarinense de Letras e o Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, como forma integrada no âmbito das comemorações dos 275 anos da presença açoriana no Estado. E correspondendo ao desafio e ao convite tão amável que me foi feito de apresentar o meu livro mais recente”, relata.
Além disso, Andrade também está no Brasil para participar da 25ª Assembleia Geral do Conselho Mundial das Casas dos Açores, nesta sexta (1º) e sábado (2), em Florianópolis, e o 4º Encontro Açores Brasil, dia 3.
“No dia 3, é um encontro que nós criamos e estamos organizando regularmente com os presidentes das Casas dos Açores que existem no Brasil, que são sete. Vamos criar um espaço de partilha e aproximar cada vez mais os Açores e o Brasil”, acrescenta.
Evento da academia antecipa assembleia do Conselho Mundial das Casas dos Açores, nesta sexta (1º) e sábado (2) na Capital – Foto: Leo Munhoz/NDPara a presidente da ACL, a professora e escritora Lélia Nunes, o lançamento do livro na Academia e os eventos de aproximação entre Brasil e Açores representam mais um momento histórico desta relação.
“Ele não é apenas um autor, é o diretor regional das comunidades. É o cargo mais importante dentro do governo regional, porque é aquele que está diretamente com todas as comunidades açorianas do mundo. Para nós, com 103 anos de casa, é um momento histórico da literatura, da cultura de um Estado, que tem um viés açoriano”, frisa.