Todos sofremos por igual. Todos. Por uma graça da vida, o dinheiro vai só até ali, compra-nos casas e carros, mas não nos compra felicidade. Que bom. De outro modo, só os ricos seriam felizes. Que beleza, o poder do “ter” é um poder meramente material.
Pensando – Foto: PixabayAs emoções positivas do dinheiro só são sentidas quando alguém ganha uma Mega-Sena. Mas a alegria dura pouco tempo. Depois desse tempinho, ela volta. Ela quem? A rotina e seu irmão gêmeo, o tédio. Dou estas voltas para dizer que devemos parar com a história do “quando”…
Quando eu tiver isso, quanto eu tiver aquilo, quando eu me formar, quando eu me casar, quando eu for para a Índia, sempre o advérbio “quando” usado como alicerce das esperanças futuras. Aliás, há dois “quando” na nossa vida, o quando do passado e o quando do futuro.
SeguirQuando eu fiz aquilo, quando eu casei, quando eu me mudei, um quando atrás do outro, tudo no passado. Esse quando não nos ajuda em nada. E o quando do futuro menos ainda. Viver pensando no quando eu for, quando eu isso, quando eu aquilo, nunca nos vai tirar do atoleiro da esperança vazia.
O que passou não volta e o que está por acontecer pode não acontecer. Sem saídas, caímos no proverbial aqui e agora, tudo o que temos na vida. Ou você agora vive os anos que já viveu? Os anos já vividos estão nas lixeiras do passado, o passado só serve para deixar ensinamentos. O momento é ruim? Qual a saída? A saída só poderá ser viabilizada por uma ação, um levantar da cadeira para resolver o problema.
Bah, dizendo isso, vou até ao espelho me olhar, devo estar vermelho de dizer uma obviedade dessas… Só que é bom lembrar que se fôssemos regidos, objetivamente na vida, pelas obviedades estaríamos bem melhores e, bem provável, felizes.
Que as mulheres não fiquem nessa do “quando” ele mudar, nossa vida vai ser uma adoração… ! Quem não presta hoje, nunca vai prestar. E esse “quando ele mudar” é a utopia que mais leva as mulheres para o precipício dos maus-tratos ou para a “bala” final. Horror? Também acho, melhor é não esperar pelo “quando”…