Hoje em dia, é comum pedir para tirar uma selfie quando encontramos uma pessoa famosa. No entanto, ainda tem quem prefira o bom e velho autógrafo. Conheça a história de um manezinho que coleciona esses autógrafos!
Registro do primeiro autógrafo, com o jogador Zé Roberto – Foto: Arquivo Pessoal/NDO estudante Victor Bertoli Meira, de 17 anos, é manezinho e desde os sete anos encontrou na busca pelos autógrafos uma paixão. Logo na entrada da casa dele, dá pra ter dimensão do tamanho da coleção do estudante.
“Tendo em vista os autógrafos que eu tenho em camisas, nos papéis do começo da minha jornada e mais em fotos reveladas, acredito que já tenha 700 autógrafos, 750 em média”, contou o colecionador.
O que não falta são histórias pra contar. Tudo começou com um caderninho, lá em 2012. O jovem lembrou que “o primeiro autógrafo foi do Zé Roberto, jogador do Grêmio. Tem até uma foto que ilustrou esse momento. Grande jogador e grande ser humano, grande pessoa, exemplo de dedicação, perseverança. Me tratou superbem, muito humilde, muito educado também”.
E claro, todos os autógrafos – e são muitos – são também únicos. Tem camiseta, foto, chuteira, quadro, disco. Mas de todos os perrengues que passou, até porque esperar por um autógrafo exige paciência e perseverança, Victor se lembra muito bem de um em especial.
“Uma regata autografada pelo Neymar em 2012, quando vieram aqui jogar com o Figueirense. A gente ficou mais de dez horas na frente do hotel esperando a chegada do Neymar Júnior, craque da nossa Seleção Brasileira”, lembrou o colecionador de autógrafos.
Para a mãe, a paixão que floresceu cedo no filho dá trabalho, mas também muito orgulho. “É um hobby dele. Ele focou, ele gosta e não tem outros vícios. É um menino bem caseiro, bem educado. Por enquanto, esse é o hobby dele, tá curtindo, tá feliz”, relatou a autônoma, Yara Jane Bertoli.
Já o pai, o microempresário Marcelo Henrique Meira, garantiu que apesar da loucura que faz pelos autógrafos, o filho segue sendo um aluno e filho exemplar. “Ele me pedia. Ou era domingo à tarde ou sábado à tarde ou algum dia à noite e eu sempre dizendo: ‘e os estudos, como é que estão? Não pode só ficar nessa brincadeira’. Ele me mostrava sempre boas notas, bons resultados. (…) Sempre esteve envolvido no colégio em diversas aulas, mais o futebol”, disse ele.
Na pandemia, Victor precisou se reinventar também e arrumou um jeito de divulgar sua paixão. Para isso, ele criou uma página na internet. Lá, posta todas as suas experiências e encontros com famosos. Coisa que ele ainda quer transformar em exposição.
Segundo Victor, a ideia é “influenciar novos jovens, novos adeptos da prática do colecionismo. No Brasil, hoje tu não vê muita gente colecionando. Ainda mais jovens assim como eu. Mas é isso aí. Estamos nessa luta aí, que cansativa, árdua, que exige muito tempo, mas no final é muito recompensadora, muito gratificante”.
Saiba mais sobre essa história na reportagem do Balanço Geral Florianópolis!