Com a saída do professor Rafael Nogueira da Presidência da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), a atual Secretária-Adjunta de Estado da Administração, Maria Terezinha Debatin, 68 anos, reassume o comando do órgão. Fontes de dentro do governo e da própria FCC ouvidas pelo blog nesta sexta-feira já davam como certa a sua nomeação pelo governador Jorginho Mello.
Ao contrário de Nogueira, Debatin não é nenhuma desconhecida do setor e muito menos uma “estranha no ninho”. Ela já comandou a FCC, entre 2014 e 2017, durante o governo Raimundo Colombo, e volta agora para a mesma missão de “arrumar a casa”.
Maria Teresinha Debatin já presidiu a FCC e reassume o comando da cultura no Estado – Foto: Marco Santiago/NDAdministradora, empresária, escritora com diversas obras publicadas nas searas da poesia, música, gestão e cabala e numerologia, Maria Terezinha Debatin ocupou diversos cargos na administração estadual, como na Casan, Imprensa Oficial, Arquivo Público e, claro, na FCC. É natural de Brusque, foi bancária por quase 30 anos e servidora do antigo BESC. Ela é da estrita confiança do governador, portanto, seria uma escolha pessoal.
SeguirA ex-presidente nunca escondeu a sua predileção pela pasta responsável pela cultura em Santa Catarina e por diversas vezes manifestou o desejo de um dia poder voltar. Disse, quando chegou à FCC pela primeira vez, que estava ali por merecimento por tudo o que havia construído em sua vida e que ali estava a sua “alma”.
Maria Terezinha Debatin encontrará uma FCC muito parecida com a que recebeu há 10 anos
É fato que Maria Terezinha vai encontrar uma FCC diferente daquela que ela deixou em 2017, porém muito parecida com a que recebeu em 2014: debilitada em sua estrutura, com orçamento irrisório, equipamentos fechados para reformas (como o Museu de Arte de Santa Catarina e o Teatro Álvaro de Carvalho) e, principalmente, em defasagem no quadro de servidores – o que tem impactado diretamente na execução de ações e programas, como o Programa de Incentivo à Cultura (PIC) e os editais de fomento.
Ela vai ter que se valer da confiança e proximidade com o governador Jorginho – “um irmão” na definição da própria –, da “paixão” pela FCC, da fama de “gerentona” e da sua capacidade de organizar o time e arrumar a casa para poder começar a trabalhar. E por que não também contar com a sorte, fé, anjos, cabalas, numerologia e o que for possível para fazer a sua “estrela” brilhar.