Cacau Menezes cacau.menezes@ndtv.com.br

Apaixonado pela sua cidade, por Santa Catarina, pelo seu país e pela sua profissão. São 45 anos, sete dias por semana, 24 horas por dia dedicados ao jornalismo

Morre o último bruxo da Ilha: Gelci Coelho, o Peninha, um astro em Floripa e S. José

Se eu contar que acordei hoje e pensei nele. Rezei por ele. Uma hora depois Bebel Orofino me comunica da sua morte.

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Peninha e seu livro  “Narrativas absurdas: verdades contadas por um mentiroso”  – Foto: Flavio Tin/NDPeninha e seu livro  “Narrativas absurdas: verdades contadas por um mentiroso”  – Foto: Flavio Tin/ND

São José e Floripa acordaram hoje com a triste notícia do falecimento de Gelci Coelho, mais conhecido como Peninha. O velório será  em São José, na entrada da Ponta de Baixo, Igreja de N.S. Jesus dos Passos a partir das 14 horas. O funeral no Cemitério Municipal de São José, possivelmente hoje ao cair da tarde. Estava hospitalizado há um mês.

Coincidência: no mês de aniversário de suas duas cidades, São José e Floripa. Peninha era de lá mas daqui também, porque todos os dias vinha pra cá, mas voltava pra dormir lá. E lá construiu a casa mais doida do mundo. Uma nave de madeira no morro entre árvores e com o mar ná frente. Discípulo de Franklin Cascaes, museólogo, artista pop e folclorista da maior expressão, doidinho como Raul Seixas e Rita Lee, viveu intensamente e foi um dos notáveis da geração do Kioski nos anos 70.

Peninha era  homem e mulher, adulto e criança, arteiro, conversador, religioso, bruxo, pensador, inteligentíssimo. Um astro. Peninha eterno.

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