Não é ‘mimimi’: confira 8 fantasias inapropriadas que devem ser evitadas no Carnaval

Importante ficar atento para não correr o risco de usar uma fantasia ou adereço que cause constrangimento

Redação ND Florianópolis

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Com o Carnaval cada vez mais próximo, chega também a hora de escolher uma fantasia para cair na folia. Tanto a escolha quanto o uso durante o período festivo representam um momento de diversão. No entanto, é importante ficar atento para não correr o risco de usar alguma fantasia ou adereço que seja desrespeitoso com alguma cultura, minoria social ou povo.

Mesmo que o assunto esteja aberto para debate, vale usar a criatividade e colocar o respeito em primeiro lugar. Isso porque a escolha da fantasia pode causar um momento constrangedor e chegar, em alguns casos, a ser um ato criminoso. Então, o melhor é usar o bom senso.

Sendo assim, o ND+ selecionou 8 fantasias consideradas inapropriadas e que devem ser evitadas no Carnaval.

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Confira a lista:

  • 1 de 8
    Indígena - Um dos exemplos mais famosos do caso é a atriz Alessandra Negrini, que apareceu durante o Carnaval de 2020 vestida de indígena. A problematização, então, surgiu dos dois lados: tanto da apropriação cultural, quanto da ideia de que a atriz estava prestando uma homenagem em um período em que muito se falava sobre genocídio indígena. - Reprodução/ND
    Indígena - Um dos exemplos mais famosos do caso é a atriz Alessandra Negrini, que apareceu durante o Carnaval de 2020 vestida de indígena. A problematização, então, surgiu dos dois lados: tanto da apropriação cultural, quanto da ideia de que a atriz estava prestando uma homenagem em um período em que muito se falava sobre genocídio indígena. - Reprodução/ND
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    Blackface/Nega Maluca - Há tantos erros nestas 'fantasias' que fica até difícil citar. Mas vamos lá: racismo, reforço de estereótipos, apropriação cultural e, em alguns casos, hipersexualização da mulher preta. Pelo menos, o uso desta fantasia vem se tornando cada vez mais rara, mas sempre vale ressaltar. - Reprodução/ND
    Blackface/Nega Maluca - Há tantos erros nestas 'fantasias' que fica até difícil citar. Mas vamos lá: racismo, reforço de estereótipos, apropriação cultural e, em alguns casos, hipersexualização da mulher preta. Pelo menos, o uso desta fantasia vem se tornando cada vez mais rara, mas sempre vale ressaltar. - Reprodução/ND
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    Cigana, japonesa, muçulmana e afins - Muito parecido com os casos anteriores, vestir-se baseado em trajes típicos de outros países de forma a representar a cultura é uma forma de estereotipar toda uma nação, banalizar os símbolos culturais, seus costumes e tradições. Nos últimos anos, estes tipos de fantasia vêm sendo evitados por aqueles que querem curtir a folia sem ofender a ninguém. - Pixabay/Reprodução/ND
    Cigana, japonesa, muçulmana e afins - Muito parecido com os casos anteriores, vestir-se baseado em trajes típicos de outros países de forma a representar a cultura é uma forma de estereotipar toda uma nação, banalizar os símbolos culturais, seus costumes e tradições. Nos últimos anos, estes tipos de fantasia vêm sendo evitados por aqueles que querem curtir a folia sem ofender a ninguém. - Pixabay/Reprodução/ND
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    Serial Killers - No segundo semestre do ano passado, a série da Netflix sobre o assassino em série Jeffrey Dahmer levou várias pessoas a se vestirem como o criminoso durante o Halloween. A atitude foi fortemente criticada baseada no desserviço em espetacularizar e ‘heroizar’ um homem que matou tantos outros de maneira sádica. Não use esta ou nenhuma fantasia que faça referência a serial killers. No lugar, fica como sugestão algum herói ficcional, como Super-Homem - Netflix/Reprodução/ND
    Serial Killers - No segundo semestre do ano passado, a série da Netflix sobre o assassino em série Jeffrey Dahmer levou várias pessoas a se vestirem como o criminoso durante o Halloween. A atitude foi fortemente criticada baseada no desserviço em espetacularizar e ‘heroizar’ um homem que matou tantos outros de maneira sádica. Não use esta ou nenhuma fantasia que faça referência a serial killers. No lugar, fica como sugestão algum herói ficcional, como Super-Homem - Netflix/Reprodução/ND
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    Hitler - Fazer menção ao nazismo é crime. Quer mais motivos? Sob seu comando, cerca de 5 milhões de judeus foram assassinados. O Brasil foi um dos países que mais recebeu refugiados judeus após a ascensão de Adolf Hitler no poder alemão nas décadas de 1930 e 1940. As marcas deixadas pelo Holocausto ainda estão presentes nos dias de hoje e respeitar a história e sofrimento de um povo é importante. - Reprodução/ND
    Hitler - Fazer menção ao nazismo é crime. Quer mais motivos? Sob seu comando, cerca de 5 milhões de judeus foram assassinados. O Brasil foi um dos países que mais recebeu refugiados judeus após a ascensão de Adolf Hitler no poder alemão nas décadas de 1930 e 1940. As marcas deixadas pelo Holocausto ainda estão presentes nos dias de hoje e respeitar a história e sofrimento de um povo é importante. - Reprodução/ND
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    Homem-bomba/Terrorista - Diversos criadores de conteúdo muçulmanos usam as redes sociais para lutar contra estereótipos com relação ao seu povo que, principalmente no Ocidente, é bastante generalizado. Fazer apologia ao terrorista cai na mesma problemática de se caracterizar de personagens históricos de caráter duvidoso. Além disso, se vestir de mulher bomba é extremamente ofensivo para o muçulmanos, para os árabes no geral e para as famílias das vítimas. - Reprodução/ND
    Homem-bomba/Terrorista - Diversos criadores de conteúdo muçulmanos usam as redes sociais para lutar contra estereótipos com relação ao seu povo que, principalmente no Ocidente, é bastante generalizado. Fazer apologia ao terrorista cai na mesma problemática de se caracterizar de personagens históricos de caráter duvidoso. Além disso, se vestir de mulher bomba é extremamente ofensivo para o muçulmanos, para os árabes no geral e para as famílias das vítimas. - Reprodução/ND
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    Vestes que remetem a orixás, santos ou qualquer outro tipo de figura religiosa - Todas essas figuras são sagradas, para alguns mais do que para outros, mas, de qualquer forma, mexer com a fé das pessoas é algo delicadíssimo. Santidades e divindades podem ser homenageadas, e são a todo o tempo, mas não são, nem de longe, a melhor opção de look para aquela sua festa à fantasia – especialmente, se a versão alugada for a “sexy". - Reprodução/ND
    Vestes que remetem a orixás, santos ou qualquer outro tipo de figura religiosa - Todas essas figuras são sagradas, para alguns mais do que para outros, mas, de qualquer forma, mexer com a fé das pessoas é algo delicadíssimo. Santidades e divindades podem ser homenageadas, e são a todo o tempo, mas não são, nem de longe, a melhor opção de look para aquela sua festa à fantasia – especialmente, se a versão alugada for a “sexy". - Reprodução/ND
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    Fantasia de pessoa gorda - Da mesma forma que blackface não deve mais acontecer, pensar que uma pessoa gorda é uma fantasia é tão inaceitável quanto. Isso, afinal, é simplesmente gordofobia. Ao se vestir de uma pessoa gorda, você ironiza sua condição física, fazendo com que aquela aparência torne-se digna de piada, pena e ofensas. É importante lembrar como corpos gordos são as principais vítimas de padrões estéticos e de beleza. - Reprodução/R7
    Fantasia de pessoa gorda - Da mesma forma que blackface não deve mais acontecer, pensar que uma pessoa gorda é uma fantasia é tão inaceitável quanto. Isso, afinal, é simplesmente gordofobia. Ao se vestir de uma pessoa gorda, você ironiza sua condição física, fazendo com que aquela aparência torne-se digna de piada, pena e ofensas. É importante lembrar como corpos gordos são as principais vítimas de padrões estéticos e de beleza. - Reprodução/R7

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