O adeus ao advogado e jornalista Miltinho Cunha

Várias homenagens estão sendo prestadas ao colunista falecido

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A morte inesperada do advogado e colunista Miltom Cunha Filho, ocorrida ontem, em Florianópolis, causa grande tristeza entre todos os ilhéus que se identificaram com seu estilo de vida pessoal, profissional e comunitária.

Era uma pessoa do bem, um cara admirado por seus amigos mais próximos, com muitos sonhos a realizar.  Irreverente, inovador e identificado com o jeito “mané”de viver, ouvir e falar, deixa um novo vazio nas melhores tradições da Ilha de Santa Catarina.

Miltinho era parceiro do grande Clóvis – Foto: Clóvis MedeirosMiltinho era parceiro do grande Clóvis – Foto: Clóvis Medeiros

Várias mensagens foram publicadas nas redes sociais sobre seu prematuro falecimento.  O talentoso chargista Clóvis Medeiros prestou homenagem ao amigo falecido.

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O procurador federal, Georgino Melo e Silva, homem de grande sensibilidade e invejável cultura, publicou um texto que reflete o pensamento de muita gente que conheceu e conviveu com Miltinho.

Dr. Georgino, sempre de livros nas mãos, com José Sarney em São Luiz – Foto: DivulgaçãoDr. Georgino, sempre de livros nas mãos, com José Sarney em São Luiz – Foto: Divulgação

Confira:            “John Donne foi um grande poeta inglês que morreu em 1631. Em um dos seus poemas, Donne escreveu:  “Nenhum homem é uma ilha; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio; a morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.”Ernest Hemingway escolheu a frase para o que é considerado o maior de seus romances, o qual relata os horrores da guerra civil espanhola, (1936 a 1939). Raul Seixas gravou um álbum com o mesmo título. A morre de Miltinho Cunha me comove e leva um pouco de todos nós. Quando cheguei a Florianópolis em 2003, logo tornei-me Amigo de Miltinho. Chamou-me atenção a sua bem escrita Coluna publicada no saudoso jornal “ESTADO”. Ele tinha a cara e a alma da Ilha da Magia. Miltinho também tinha uma alma universal cantando os valores que tornam o “manezinho” algo sem paralelo, um povo feliz ,amável, com um humor fino, mas que nos acolhe com o coração. Daqui de São Luis, onde estou agora matando saudades, choro a partida prematura de Miltinho, mas confortado com a certeza da vida eterna. “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”, ensinou o Nazareno. Aos familiares e amigos do nosso Miltinho, os meus sentimentos vida eterna. Viver é continuar. Georgino.”