Um artista de Brusque, no Vale do Itajaí, teve uma de suas artes misteriosamente removida das paredes da Fundação Cultural de Brusque, sem aviso prévio. Ele soube do caso no último sábado (25), menos de um ano depois de ter instalado o mural, que fica na fachada do prédio da fundação.
Obra de arte “some” da Fundação Cultural de Brusque – Foto: Gabriela R BussDouglas Leoni conta que começou a produzir a obra no começo de janeiro, com recursos da Lei de Emergência Aldir Blanc. Segundo ele, assim como a sua obra, “Povo de Dentro”, a fundação expõe outras peças, mas que não foram removidas.
O artista conta que a obra teria sido removida no meio da noite, depois de publicações feitas na internet contra a arte. “Apagar uma obra, feita com recursos públicos é crime, e apagar uma obra num espaço cultural é muito significativo”, afirma.
SeguirUm dos objetivos do projeto, segundo Douglas, era de justamente quebrar preconceitos que existem com a arte urbana, o que, para ele, motivou a remoção. “Por que minha obra incomoda tanto?”, questiona.
A diretora-geral da Fundação Cultural de Brusque, Zane Marcos, informou, por meio de nota, que vai solicitar uma investigação para apurar “qualquer irregularidade neste ato”. Não foi informado se a remoção da arte foi por vandalismo ou por solicitação da própria entidade.
Abaixo-assinado
Entidades de artistas de Brusque fizeram um abaixo-assinado para apuração dos fatos. Segundo eles, é um direito exposto na Constituição Federal o “pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional”.